Senado vitalício: "Deve-se aproveitar a experiência política", defende legislador
O senador Derlis Maidana sustentou que o projeto de lei para regulamentar o senado vitalício busca aproveitar a experiência política dos ex-mandatários do país, rejeitando especulações da oposição sobre uma suposta intenção de introduzir a reeleição presidencial. O legislador preside a Comissão de Legislação, que decidiu por maioria a favor da proposta que permitirá aos ex-presidentes concorrer a outros cargos eletivos.
"Nós sustentamos que pela interpretação não só do artigo 189, mas também do 120 da Constituição Nacional, onde se estabelece que todo paraguaio terá o direito de eleger e ser eleito. Acreditamos que, por ser um cargo honorífico, o interessado pode renunciar com 6 meses de antecedência para participar ativamente da vida política nacional", indicou o legislador, nesta quarta-feira, ao programa "Así son las cosas" do canal GEN e Universo 970 AM/Nación Media.
O legislador acrescentou: "Devemos aproveitar a experiência política dos ex-presidentes da República levando em conta todas as crises ou os momentos difíceis que enfrentaram ao longo de 5 anos. Devemos integrá-los ao sistema para que não possam se constituir em um elemento antissistema, não é para nenhum propósito obscuro e também não tem nada a ver com a reeleição presidencial ou outro instituto estabelecido na Constituição Nacional".
Maidana comentou que a iniciativa será avaliada nesta quarta-feira na sessão ordinária da Câmara Alta. "Não podemos perder a possibilidade de que todos os senadores vitalicios dentro da transição democrática sigam ativos na política, para nós esta iniciativa vem trazer luz ao texto constitucional, respeitamos o debate e acreditamos que se pode dar sua aprovação para enviá-lo à Câmara dos Deputados", comentou.
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A proposta impulsionada pelo titular do Congresso Nacional, Basilio "Bachi" Núñez estabelece que os ex-presidentes da República poderão renunciar ao senado vitalício mediante nota escrita dirigida ao presidente do Senado. A mesma deverá ser aceita por tal câmara pelo menos seis meses antes do dia das eleições gerais.
Uma vez apresentada a renúncia, a câmara resolverá por simples maioria de votos. Aceita a renúncia, o cidadão perderá toda prerrogativa à sua condição de senador vitalício e ficará habilitado para se postular a cargos eletivos, podendo além disso ocupar qualquer cargo público, exceto a candidatura presidencial, de conformidade ao estabelecido no artigo 229 da Constituição Nacional.
"Do ponto de vista jurídico temos não só as opiniões de constitucionalistas, olhamos claramente o espírito da Constituição Nacional e as atas de sessões da Convenção Nacional Constituinte e acreditamos que não nos apartamos absolutamente do artigo 189 da Constituição Nacional", afirmou Maidana.
Dupla presidencial
Por outro lado, o senador aconselhou o vice do Executivo e presidenciável pelo movimento Honor Colorado a definir sua dupla para a vice-presidência da República depois das eleições municipais gerais de 4 de outubro e não após os comícios internos partidários previstos para 7 de junho.
"Me parece que o momento ideal é ao término das eleições municipais, mas isso já é uma prerrogativa do candidato a presidente de escolher o momento e seu companheiro de dupla. Isso dependerá também do entorno vermelho do círculo mais próximo", comentou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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