Senado debaterá projeto para transparentar a formação do preço dos combustíveis
A Câmara de Senadores tem previsto tratar na próxima quarta-feira o projeto de lei apresentado pela senadora Esperanza Martínez que propõe estabelecer mecanismos de transparência na formação dos preços dos combustíveis, obrigando as empresas do setor a informar os fatores que incidem no valor final que pagam os consumidores.
A legisladora explicou que a iniciativa não busca fixar preços nem intervir no mercado, mas tornar pública a estrutura de custos para que a cidadania possa conhecer como se constrói o preço de venda dos carburantes.
"A cidadania tem direito a saber como se fixa o preço que paga pelos combustíveis", sustentou Martínez.
Segundo explicou, a norma obrigaria a transparentar variáveis como o preço internacional do barril de petróleo, a cotação do dólar, os custos de transporte e as margens de comercialização, permitindo identificar o impacto de cada um desses componentes no preço final.
Martínez assegurou que a proposta toma como referência modelos que já se aplicam em outros países.
"Esta é uma experiência que funciona nos Estados Unidos, na Alemanha, na União Europeia. Esta não é uma coisa inventada por nós", afirmou.
A senadora apontou que o objetivo é que todo o processo de fixação de preços fique exposto ao escrutínio público.
"O que se faz é pôr em evidência todo o processo para a fixação dos preços: quais são as margens, quanto é o preço do crude, quanto custa o barril, quais são os percentuais. Não se fala de preço; o que se evita é que haja uma margem abusiva", explicou.
A parlamentar sustentou que atualmente existem situações que geram questionamentos entre os consumidores, como quando diminui a cotação do dólar e essa redução não se reflete nos preços dos combustíveis.
"Por exemplo, quando cai o dólar não cai o preço do combustível porque culpam à reposição. Há uma série de variantes que se tem que levar em conta. Essa informação deve ter o consumidor", expressou.
Martínez recordou que a Petropar já publica informação sobre a composição de seus preços e levantou que o mesmo critério de transparência deve se estender às empresas privadas que operam no mercado.
"A Petropar o faz e isso queremos fazer para o setor privado. Que a gente saiba quais são essas margens e como se constrói esse preço porque hoje há muitas variáveis", concluiu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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