Senado aprova projeto que proíbe bonificações a altas autoridades em 2026
Aprovação no Senado
A Câmara de Senadores ratificou sua versão do projeto de lei que "Proíbe durante o Exercício Fiscal 2026 o pagamento de bonificações, qualquer que seja sua denominação, às máximas autoridades das instituições que ocupam cargos de condução política e de condução superior". A iniciativa retorna agora à Câmara de Deputados para completar seu trâmite constitucional.
Justificativa da medida
Natalicio Chase, senador líder da bancada governista, explicou que os impulsores do projeto apontavam, no início de abril deste ano, que o país enfrenta menor arrecadação tributária e que os recursos devem ser ajustados mediante medidas de austeridade.
Segundo Chase, a medida busca manter o equilíbrio fiscal, razão pela qual se considera necessário que as máximas autoridades compartilhem do esforço financeiro e atuem com responsabilidade para com a cidadania. "Acreditamos que esse esforço que ainda deve ser feito não está resolvido nesta altura do ano porque o problema de saúde ainda não se resolveu na parte econômica", manifestou.
Alcance do projeto
O projeto propõe suprimir o pagamento de bonificações sob qualquer denominação durante todo o ano de 2026 para os cargos de condução política e de maior hierarquia do Executivo, Legislativo e Judiciário, entes descentralizados, governos estaduais e municipais. A medida não afeta aos funcionários públicos regulares, apenas às máximas autoridades institucionais.
Trajetória legislativa
Esta iniciativa foi aprovada na Câmara de Senadores em abril deste ano, mas foi rejeitada em Deputados em julho, com o argumento de pautar o debate dentro do Orçamento Geral da Nação (PGN) 2027, que atualmente se encontra em análise na Bicameral de Orçamento.
Origem do projeto
Basilio Núñez, presidente do Congresso, afirmou que a origem do projeto provém das modificações que recebem os ordenadores de gastos. "No meu caso recebi durante um tempo. Depois veio a suposta economia de guerra do ex-ministro da Economia Carlos Fernández Valdovinos, então em consonância propusemos com vários colegas de diversas bancadas que os presidentes de poderes, os ministros da Corte, os governadores, então apresentamos este projeto de lei", referiu.
Núñez precisou que "a proposta é redirecionhar o montante que ultrapassa os G. 5.000 milhões".
Votação
Para ratificar-se em sua versão, o Senado necessitava de 23 votos, alcançando um total de 29 votos a favor.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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