Senado adia por mais uma semana o tratamento da Caixa Parlamentar
O plenário da Câmara de Senadores decidiu por maioria adiar por mais uma semana o projeto de Lei "De Fundos de Aposentadorias e Pensões para membros do Poder Legislativo da Nação". O pedido de adiamento foi apresentado pelo titular da Comissão de Legislação, Derlis Maidana, com o objetivo de realizar um melhor estudo e conseguir um consenso adequado para aprovar as propostas de modificação à legislação conhecida como Caixa Parlamentar.
Busca de consenso na idade de aposentadoria
O senador Natalicio Chase, líder da bancada de Honor Colorado, explicou que este novo adiamento foi decidido devido ao fato de não se estar conseguindo fechar um consenso majoritário a respeito da idade para se aposentar. A proposta inicial contempla os 55 anos, enquanto algumas bancadas estão pedindo elevar para 57 anos e outras para 60 anos.
"No caso da nossa bancada, nós temos definido o projeto, mas continua havendo um pedido das diferentes bancadas de consensuar a idade. Então, essa discussão ainda está no ar e a pedido das diferentes bancadas, acompanhamos esse pedido de adiamento", expressou Chase.
O legislador indicou que na segunda-feira está prevista uma reunião em comissão para buscar fechar já um acordo definitivo com respeito à idade de aposentadoria, embora tenha adiantado que há uma tendência de elevar até os 60 anos.
Consenso em outros aspectos do projeto
Chase esclareceu que é o único ponto que ainda não se está concretizando o consenso, já que no resto das modificações propostas já se conseguiu o maior consenso. "Com o resto do projeto, não há discussão em nenhum dos artigos, apenas na idade final de aposentadoria", acrescentou.
Posição sobre a eliminação total
Quanto à proposta da eliminação total da Caixa Parlamentar, o senador Chase sustentou que não existem os votos para isso, já que são propostas minoritárias. "Seria eliminar um sistema que está funcionando. A partir dessas modificações que se fazem, eliminando a contribuição estatal, a caixa já não tem intervenção do Estado, então passa a ser praticamente privada", comentou.
O legislador assegurou que não se necessitaria no futuro a intervenção do Estado. "No caso de a caixa ter problemas econômicos deve resolvê-la sozinha. Se houver mais adiante alguém que queira voltar a autorizar uma contribuição, que se encarreguem eles com o peso da decisão", concluiu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.