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Economia

Senacsa pede uma estratégia firme para defender o acesso da carne paraguaia à União Europeia

13/07/2026 03:45 3 min lectura 7 visualizações

O presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), José Carlos Martin, afirmou que o Paraguai deve fortalecer sua estratégia pública e privada para defender as oportunidades comerciais da carne nacional na União Europeia, em um cenário de crescente pressão dentro do Mercosul para o rateio de cotas.

Durante a inauguração das operações de La Tropa Beef, Martin sustentou que o país enfrenta uma negociação complexa e reclamou uma maior participação do setor privado nas discussões regionais.

"Estamos em uma posição realmente incômoda, porque ao Paraguai ninguém regalou nada. Nos custaram muito as aberturas de mercados, os investimentos e todo o tempo que levou construir esse processo", manifestou.

O titular do Senacsa, que atualmente preside o Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul, assinalou que as exigências e posições impulsionadas por alguns países do bloco podem afetar os interesses comerciais do Paraguai.

Nesse sentido, considerou necessário que as empresas, os sindicatos industriais e os produtores paraguaios também dialoguem com seus pares do Mercosul para construir uma posição mais equilibrada.

"Precisamos do apoio do setor privado, mas também que o setor privado vá discutir com os setores privados do Mercosul", expressou.

Martin destacou que alcançar melhores condições tarifárias na Europa teria um impacto significativo sobre toda a cadeia de carnes paraguaia, desde a produção primária até a indústria, os serviços e o emprego.

"Estamos conseguindo um tema tarifário demasiado importante, que vai dinamizar o setor industrial, o setor produtivo e toda a cadeia enorme que se gera ao redor", afirmou.

Não obstante, advertiu que o Paraguai também deve trabalhar em uma estratégia alternativa diante da possibilidade de que as negociações não avancem nas condições esperadas.

"Temos que definir qual pode ser uma boa estratégia para o plano B, e acho que esse plano B também pode continuar sendo benéfico para o país", explicou.

Martin assegurou que o Ministério da Indústria e Comércio, a Chancelaria e as instituições vinculadas ao setor produtivo estão trabalhando para defender a posição paraguaia.

O Presidente do Senacsa ressaltou que o acesso sanitário continua sendo a condição básica para avançar em qualquer mercado. Segundo indicou, sem habilitações sanitárias não é possível aproveitar posteriormente as oportunidades tarifárias ou comerciais.

"Sem o acesso sanitário é impossível pensar em outros mercados", enfatizou.

Finalmente, insistiu em que o Paraguai deve proteger a credibilidade construída durante anos de investimento sanitário, adequação industrial e abertura de destinos, considerando que o país não somente exporta carne, mas também a confiança gerada por suas instituições.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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