"Sempre estive preocupado com vocês": o que Santiago Peña disse aos médicos
A doutora Rosanna González, secretária do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), explicou que o próprio ministro da Saúde, Isaías Fretes, entrou em contato com eles e disse que estava trabalhando na proposta do setor médico.
"Quem nos ligou foi o doutor Isaías Fretes. Ligou direto para a Comissão Diretiva do Sinamed. Foi pela manhã, antes do meio-dia. Disse que ia trabalhar a proposta do piso e começaram com G. 1.200.000, G. 1.600.000", detalhou em conversa com a rádio Monumental 1080 AM.
Nesta segunda-feira, entre idas e vindas, os médicos e o Executivo conseguiram um acordo, após semanas de reuniões, manifestações, renúncias e greves.
"Foi um vai e vem. Estivemos praticamente três horas e depois nos disseram: G. 1.800.000. Não chegamos a nenhum acordo e tínhamos nos retirado da reunião. Não podíamos tornar isso público porque não tínhamos nada. Isso tinha sido por volta das 13h00 de segunda-feira", detalhou a doutora.
Essa reunião foi no consultório do ministro Fretes e a última foi realizada em Mburuvicha Róga, já ao cair da noite.
"Posteriormente, já no final da tarde, o doutor nos diz que chegaram ao valor mínimo e nos disse que o presidente (Santiago Peña) queria conversar com a gente e fomos a Mburuvicha Róga, onde fomos chamados e nos fazem o último planejamento de G. 2.000.000, mas a partir de janeiro", especificou.
Acrescentou que isso não significa que a greve seja suspensa, já que isso deverá ser decidido em assembleia do Sinamed. No entanto, ressaltou que saíram satisfeitos com o conseguido.
Em outro momento da entrevista, perguntaram-lhe sobre as conversas que manteve com o presidente Santiago Peña.
"Disse que sempre esteve preocupado, mas que ele não podia. É como se já tivesse pessoas encarregadas de resolver os problemas e ele como presidente delega essas funções a outras pessoas, que são seus ministros. Se desculpando conosco pelo porquê antes não tinha tomado a determinação", contou a doutora.
Afirmou que o presidente estava ciente de tudo, mas que a agora ex-ministra da Saúde María Teresa Barán "fazia todo o possível para que isso não acontecesse".
"O presidente estava ciente, mas a ex-ministra é como se fizesse todo o possível para que isso não saísse. Nós dizíamos branco e ela dizia preto. Desde que tudo isso começou nos disseram que tinham zero orçamento. A ex-ministra chegou ao ponto extremo de inventar uma situação que não existiu", questionou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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