Quinta, 11 de Junho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Paraguai

Salário mínimo: Reunião de Conasam conclui novamente sem acordo

11/06/2026 04:45 3 min lectura 8 visualizações
Salario mínimo: Reunión de Conasam concluye nuevamente sin acuerdo

A reunião da Comissão Nacional do Salário Mínimo (Conasam) concluiu-se novamente nesta quarta-feira sem acordo entre as partes e, conforme o cronograma, há uma reunião marcada para o próximo dia da semana.

Bernardo Rojas, representante dos trabalhadores, indicou à imprensa que não houve resultado algum, que se deu um "replay de todas as outras reuniões", onde se falou da lei, de cálculos e não de números.

"Levantamos desde o princípio quanto será concedido, nós apresentamos responsavelmente a quantidade do reajuste que solicitamos com base nos estudos que temos e são os mesmos que realiza o Banco Central do Paraguai e não se faz outra coisa de novo", manifestou.

Nesse sentido, detalhou que solicitam reajuste de 20%, o que significa G. 647.000. "Fala-se de que o presidente disse tal coisa e não se resolve nada", reforçou, apontando a negativa do setor empresarial e a possível postura do presidente da República, Santiago Peña, de realizar um reajuste maior ao que recomendará a Conasam.

Rojas disse que os empresários não se sustentam em nada e não se animam a definir sua posição. "Não sei se são todos os empresários ou se é (Enrique) Vidal somente o que não se decide", questionou.

"Estou cansado de vir a uma reunião que não responde a nada, não posso dizer aos meus companheiros que estão aí sob a chuva esperando que saímos com a mesma história de que não há nada. Já me disseram os companheiros que devemos nos retirar se não se resolver e hoje não se resolveu nada novamente, ficamos em oito dias para nos reunir novamente", adiantou.

Por sua vez, detalhou que os trabalhadores apresentaram o estudo da variação do índice de preço do consumidor (IPC), com os mesmos elementos que utiliza o Banco Central do Paraguai (BCP) e lhes dá uma diferença de 22,3%, mas pedem reajuste de 20% para compensar em alguma medida a perda do poder aquisitivo.

"Dizemos aos empresários que se sentem para negociar, se podem ou não e se podem, quanto. Nós nos levantamos outra vez sem nada e nos vamos outra vez", lamentou.

Enquanto isso, detalhou que vários presidentes reajustaram o salário por decreto e o BCP inclusive reconhece que seu próprio cálculo não serve para medir o custo de vida nem tampouco para analisar o reajuste do salário.

"Para nós não há nenhuma dúvida de que se deve reestruturar a Conasam, não é nenhuma instância que possa nos dar garantia de que realmente vai fazer um estudo sério e responsável. Todos os anos perdemos 2 a 1, os empresários e o governo", questionou.

Para o dirigente, não é nenhuma novidade que o setor empresarial se oponha ao aumento salarial.

Da mesma forma, assegurou que irão até o presidente da República, Santiago Peña, e que a greve geral está dentro das possibilidades quando os direitos dos trabalhadores são violentados.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.