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Internacional

Rússia e Estados Unidos enterram o processo de paz na Ucrânia

Acordos de Anchorage entre Putin e Trump perdem validade após fracasso de negociações

25/07/2026 19:45 4 min lectura 11 visualizações

Tanto o Kremlin quanto a Casa Branca deram publicamente as costas aos compromissos alcançados há um ano pelos líderes de ambos os países, o russo Vladimir Putin e o americano Donald Trump, na capital do Alasca (Anchorage).

O que foi durante muitos meses o único fio de esperança para um cessar-fogo perdeu toda sua validade, em grande medida porque os ucranianos melhoraram notavelmente suas posições, não tanto na frente quanto na retaguarda russa, o que não passou despercebido para Trump.

Assim chamaram os russos, conscientes de que a cúpula em Anchorage rompeu o isolamento de Putin, que não havia viajado ao Ocidente desde que começou a guerra em fevereiro de 2022.

Os "entendimentos" aos quais chegaram russos e americanos nunca foram tornados públicos, embora a imprensa sempre tenha falado do compromisso de Moscou em deter os combates se os ucranianos abandonassem voluntariamente o Donbás.

O Kremlin não quis revelar a quê se havia comprometido, já que renunciar a um terço das regiões meridionais de Kherson e Zaporizhzhia não poderia ser bem recebido pelos setores mais nacionalistas.

Com o passar dos meses e à medida que a ofensiva terrestre russa estagnou e os europeus assumiram um papel mais protagonista, a Casa Branca pareceu cada vez menos interessada no cumprimento do acordado em Anchorage.

O próprio secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, garantiu perante o Congresso em junho que a campanha militar na Ucrânia havia sido um fracasso estratégico para o Kremlin e que a Rússia nunca ganharia a guerra.

O Kremlin intuiu que o acordado na cúpula era papel molhado, razão pela qual começou a insistir que, embora a Rússia permaneça "aberta" às negociações e a considere uma via "preferível", continuará a conhecida operação militar especial até "a vitória final".

Rubio e seu homólogo russo, Sergueí Lavrov, assinaram esta semana em Manila a certidão de óbito de Anchorage em seu primeiro encontro desde setembro de 2025, realizado no marco da cúpula de ministros de Relações Exteriores do Sudeste Asiático (ASEAN).

Rubio, que não renunciou ao papel de mediador da Casa Branca, admitiu contudo que um futuro acordo de paz exige "novas ideias", já que as anteriores estão obsoletas.

"Certamente, isso (Anchorage) não foi aceitável em seu momento para a Ucrânia e não creio que vá ser agora. De fato, será ainda menos", afirmou.

Lavrov recolheu o desafio, qualificou pela primeira vez abertamente de "fracasso" os "acordos de Anchorage" e acrescentou: "Devemos saber quem é o culpado".

Os EUA disseram que o presidente ucraniano, Volodímirr Zelenski, faria o que Trump propôs. "Bem, não funcionou", explicou Lavrov.

"Esta rejeição arrogante (...) à proposta americana deve-se em grande medida a que Zelenski está recebendo um suprimento massivo de armas e enormes quantidades de drones, que utiliza para desestabilizar a Federação Russa atacando civis e objetivos civis", assinalou.

A isso acrescentou que "uma parte significativa deste apoio" é a própria ajuda americana, que inclui apoio de inteligência e a rede satelital Starlink.

Os EUA admitem que sua mediação não prosperou e que será necessário voltar ao ponto de partida. O processo começou em fevereiro de 2025 com a primeira visita ao Kremlin do negociador da Casa Branca Steve Witkoff, à qual se seguiram meia dúzia de viagens, a última em janeiro passado.

Depois houve várias rodadas de negociações russo-ucranianas — as primeiras desde 2022 —, mas resultaram apenas em trocas de prisioneiros de guerra e cadáveres de mortos na frente. A questão territorial nem sequer foi abordada.

O Kremlin destacou na sexta-feira "o dualismo" da Administração americana: os americanos "são sinceros" ao tentar alcançar um acordo pacífico, mas continuam "insuflando" armamento para a Ucrânia.

De qualquer forma, expressou sua confiança em...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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