Rodri: "Há que ter mais vontade de ganhar do que medo de perder"
Ambição e determinação para a final
Em coletiva de imprensa prévia à final celebrada no Fanatics Fan de Nova York, Rodri expressou que comunicou aos seus companheiros a necessidade de ter mais vontade de ganhar do que medo de perder. "O objetivo era estar no domingo onde vamos estar e agora, o objetivo é ganhá-la. Tínhamos esse objetivo e agora nos toca o rival que mais tem demonstrado nos últimos anos que está em melhor forma", afirmou.
O meia enfatizou a importância da ambição no time: "Há que ser ambicioso". Além disso, considerou o confronto como uma prova decisiva para demonstrar se a Espanha é capaz de levantar o título mundial contra o rival em melhor forma do momento.
Um processo de crescimento gradual
Rodri destacou o caminho percorrido pela sua geração, a qual foi campeã da Liga das Nações 2023 e da Eurocopa 2024. "Vimos de um processo gradual de crescimento. Temos visto um time amadurecer ao longo dos últimos anos", expressou. Acrescentou que a geração atual busca "pôr o ponto final com o título do torneio".
"Eu disse naquela época, essa geração ia dar o que falar. O caminho até chegar ao maior que pode conseguir um futebolista é o que fizemos. Ir demonstrando primeiro em pequena escala, com a Liga das Nações, depois a Eurocopa e estar agora na final de um Mundial", explicou o capitão espanhol.
Lições de África do Sul 2010
Ao referir-se à vitória da Espanha na Copa do Mundo de África do Sul 2010, seu único título mundial até agora, Rodri valorizou a mentalidade daquela geração. "Passou muito tempo. O futebol mudou, mas sim acredito que a mentalidade de ir atrás de algo que parecia impossível para o nosso país foi o que tornaram possível", afirmou.
Destacou que o que mais resgataria daquela geração seria "essa determinação que considero positiva para contagiar aos meus companheiros".
Um time difícil de bater
Rodri expressou confiança nas possibilidades da Espanha diante de seu rival na final. "Todos temos fortalezas e fraquezas. Nós somos um time muito completo e difícil de bater, o demonstramos durante todo o torneio", asseverou.
Acrescentou: "Manejamos muito bem nossa área, a rival e o meio-campo. Temos poucas fraquezas". Embora preferisse não revelar publicamente quais são as fraquezas de sua seleção, considerando que o rival "tomaria nota".
O papel de capitão
O meia explicou como vive sua responsabilidade como capitão da Espanha. "Agora me toca ser o capitão, que é um passo a mais do papel de liderança que entendia que tinha que ter. Aprendendo dos capitães anteriores, do que significa ser capitão", manifestou.
Sinalizou que a posição traz complexidade porque "os companheiros se fixam em ti nos momentos difíceis. Aí tive que dar um passo adiante".
Reconhecimento a Álvaro Morata
Rodri recordou a importância de Álvaro Morata, anterior capitão da Espanha. "Não conversei com ele nos últimos dias, mas sim antes do Mundial. Tenho certeza de que estará conosco apoiando-nos, foi um jogador muito importante para nós e tomara que possamos celebrar com ele o triunfo no domingo porque foi uma peça importante para chegar ao que somos hoje", indicou.
Superando as críticas iniciais
O capitão espanhol explicou como abordou as críticas iniciais durante o torneio. "No começo do torneio tentei não escutar demais e confiar em mim mesmo. Uma das minhas grandes qualidades em campo é essa precisão com a bola", afirmou.
Rodri sublinhou que ser campeão do Mundo representa "o máximo" que pode acontecer a um futebolista, algo pelo qual não trocaria nada de sua carreira desportiva.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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