Quem era Monika Silva Koniuszek, a ativista polonesa encontrada morta no Equador (e por que a promotoria pede ajuda internacional para a investigação)
O governo equatoriano solicitou cooperação internacional para investigar a morte da ativista
O governo do Equador solicitou nesta quinta-feira a cooperação internacional para investigar a morte da ativista polonesa Monika Silva Koniuszek, que foi encontrada morta segunda-feira em sua casa em Montañita, província de Santa Elena, no sudoeste do país.
Um dia após sua morte, o ministro do Interior, John Reimberg, afirmou que — enquanto se aguardavam os resultados da autópsia — a hipótese inicial era a de que se tratava de um suicídio: "Foram encontrados no local os indícios necessários para chegar a essa determinação", indicou a meios locais.
Mas com o passar dos dias a União Europeia solicitou "uma investigação rápida, exaustiva, independente e transparente para esclarecer as circunstâncias e garantir a prestação de contas".
O governo da Polônia, por meio de sua embaixada no Peru, que também cobre assuntos diplomáticos no Equador, somou-se a esse pedido de investigação do ocorrido e destacou a importância de proteger os líderes da sociedade civil.
"Proporcionar condições seguras para o exercício da atividade cidadã, assim como para o exercício dos direitos fundamentais e das liberdades civis, é obrigação essencial de todo Estado de direito", indicou a sede diplomática.
Silva era presidenta da Fundação La Integridade, uma organização focada na promoção da transparência, do controle social e da participação cidadã, e havia denunciado casos de presunta corrupção, conflitos pela propriedade de terras, irregularidades administrativas e questões ambientais em Santa Elena.
Além disso, havia exigido justiça pela morte de Robinson del Pezo, um jornalista comunitário da província que também investigava denúncias vinculadas a supostas irregularidades no manejo de terrenos.
Na terça-feira, dezenas de pessoas participaram de um protesto com velas na localidade de Manglaralto, para exigir justiça pela morte da ativista.
Em seu perfil na rede social X, ela se autodefinir como "ativista anticorrupção, defensora da Pachamama e dos grupos vulneráveis". E na descrição de seu perfil dizia: "Não é necessário nascer no Equador para amá-lo e defender o justo".
"Monika dedicou seus anos à luta pela melhoria das condições de vida dos moradores da zona rural de Santa Elena, gravemente afetados pela pobreza, desnutrição infantil, desemprego e falta de serviços básicos", descreve em sua página de internet a fundação La Integridad.
Para essa organização não governamental, a raiz desses problemas "é a corrupção sistêmica e a injustiça enraizada".
Como indica o portal de notícias equatoriano Primicias, "Montañita, o lugar onde morava a ativista, é uma comuna muito turística de Santa Elena, onde há uma importante presença de estrangeiros que estão de passagem ou que chegaram para viver".
Por sua parte, o jornal La Hora publicou o testemunho do jornalista Iván Flores, que conheceu Silva em 2025:
"Pelo menos dedicou os últimos 12 anos de sua vida para fazer um exercício de vigilância cidadã, de ativismo cidadão anticorrupção, porque a península de Santa Elena tem muitos atrativos turísticos, uma natureza preciosa e isso pode ser um sustento de vida para as comunidades".
"Mas havia muitos interesses imobiliários que pouco a pouco foram alterando a vida e a cotidianidade dessas regiões", detalhou Flores.
Nas últimas horas, a Promotoria equatoriana convidou peritos estrangeiros a participarem da investigação para que "apportem elementos técnicos especializados...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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