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Paraguai

Produtores se preparam para conter o avanço de El Niño

Efeitos devem começar a ser vistos desde setembro, com maior intensidade em novembro e dezembro

07/09/2026 02:01 4 min lectura 340 visualizações

Estima-se que os efeitos começarão a ser vistos desde o presente mês e que o maior rigor será sentido em novembro e dezembro. Referentes do setor produtivo falam sobre como enfrentarão o desafiante clima e o impacto que possa ter especialmente nos cultivos.

  • Por Melissa Palacios e Luis Noguera

A partir de setembro e durante os próximos meses, a produção nacional no campo será desafiada por um já conhecido contendor: o clima, mais especificamente pelo avanço de El Niño, um fenômeno que durante certos períodos traz maior volume de chuvas e temperaturas mais elevadas que as habituais. Aqueles que trabalham a terra estão preparados para enfrentar o desafio e sair vitoriosos, colocando em prática suas próprias afiadas estratégias de mitigação.

Segundo Édgar Mayeregger, coordenador da Unidade de Gestão de Riscos do Ministério de Agricultura e Pecuária (MAG), os efeitos começarão a ser vistos desde este nono mês do ano e o maior rigor será sentido em novembro e dezembro. Precisou que o excesso de chuvas é o que pode complicar mais seriamente o aparato produtivo local. Além disso, disse que a temperatura elevada pode aumentar o risco de tempestades, as quais afetam mais seriamente o setor de frutas e hortaliças, generalmente.

EVENTO IMPORTANTE

"A superfície do oceano continua se aquecendo, então se espera que seja um evento importante", destacou; no entanto, reconheceu que duas frentes são as reguladoras: uma no Índico e outra no Atlântico, a primeira de maior severidade e a segunda que funciona como "freio". "Neste momento as duas estão ativas, então é preciso ver qual delas predomina. El Niño se instalou forte, mas é preciso ver de que forma interage em nossa zona", ampliou.

Entre as recomendações mencionadas pelo especialista encontram-se o cultivo escalonado, "não colocar todos os ovos na mesma cesta", além da garantia do fornecimento de alimentos para o gado. Indicou também que é preciso garantir não semear nem colocar animais em zonas alagáveis, entre outras questões.

MAIORES CUSTOS

A soja, o produto estrela do agronegócio paraguaio, iniciou sua campanha 2026/2027 e é um dos cultivos que estão ameaçados pelo fenômeno climatológico. O presidente da Associação de Produtores de Soja, Oleaginosas e Cereais do Paraguai (APS), Lindemar Cesca, indicou em diálogo com La Nación/Nación Media que para a produção o pior é a seca, enquanto que o excesso de precipitações pode ser suportado de forma mais confortável.

Entre outras coisas, explicou que um dos impactos que os produtores sofrerão é o aumento no custo para manter os cultivos em segurança, considerando que o aumento da umidade propicia o aparecimento de pragas. "A verdade é que sempre há gastos maiores porque você precisa fazer mais aplicação de fungicida, às vezes por percevejos, mas o pior é quando há seca", indicou.

Confiou em obter boa qualidade de grãos para a campanha 2026/2027 que já está em marcha e precisou que se estima chegar aos 12 milhões de toneladas de produção, em mais de 3,6 milhões de hectares semeados.

DIMINUIR SEU IMPACTO

Outra fonte consultada por La Nación foi o presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Paraguai (AIAP), Víctor Miranda, que se mostrou otimista sobre a questão. "O clima sempre foi um dos fatores que mais condicionam nossa produção e fenômenos como El Niño nos obrigam a estar preparados. Hoje contamos com muito mais informação, tecnologia e capacidade de antecipação que anos atrás, mas nunca podemos dizer que estamos totalmente preparados frente a um fenômeno climático", manifestou.

"O importante é trabalhar...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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