Procurador-geral admite déficit orçamentário e pede duplicação para contar com 700 promotores
O procurador-geral do Estado, Emiliano Rolón, compareceu à Câmara Baixa para se reunir com autoridades e solicitar uma ampliação orçamentária para dotar a instituição de mais recursos humanos.
"Por meio de uma gestão, conseguimos incorporar 40 promotores novos com seus respectivos auxiliares, mas continua sendo insuficiente porque precisamos de 700 e isso também tem a ver com instalar este debate nacional, discutir com o Executivo, a quem coloquei a questão para que se tome consciência (da necessidade)", afirmou.
Instou a que se a resposta do Executivo for a "impossibilidade país", então Rolón diz que "sacrificamos uma instituição que deve ser puramente republicana".
A respeito do orçamento, cabe lembrar que a Câmara Alta já havia aprovado um pedido de aumento de G. 7.400 milhões para custear o incremento salarial de promotores adjuntos e agentes do Ministério Público.
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A Câmara de Senadores aprovou a ampliação orçamentária para o Ministério Público por G. 7.400 milhões (USD 1,2 milhões à cotação atual), correspondente a ajustes salariais para os agentes do Ministério Público. Não obstante, Rolón pretendia USD 20 milhões a mais de acordo com o que dialogou com o Executivo.
Rolón disse, porém, que os pedidos realizados desde que chegou não foram ouvidos. Cabe mencionar que em 2023 havia solicitado G. 80 mil milhões.
Ao culminar a reunião de Mesa Diretora, também o titular da Câmara, Raúl Latorre, deu detalhes dos temas abordados com o procurador. Primeiramente, reconheceu a falha orçamentária da instituição e antecipou que farão as gestões necessárias para que o Ministério Público conte com o necessário em especial para as áreas científicas e forenses, respectivamente.
Também compareceu a promotora Patricia Sánchez, que havia sido ameaçada presumivelmente pelo ex-senador Hernán Rivas, dado que a investigação do presumido título falso recaiu em seu gabinete.
O presidente da Câmara disse que lhe deram respaldo à sua gestão.
"Tivemos a visita da promotora Patricia Sánchez, que se havia feito de conhecimento público a recepção de uma ameaça contra sua pessoa com respeito a uma causa que estava conduzindo. Então, lhe expressamos nosso apoio e o apoio à Justiça, ao sistema de Justiça e a todos seus atores na hora de realizar suas labores", indicou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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