Prefectura Naval assegura que está em regra a barcaça onde ocorreu a explosão que deixou cinco mortes
O contralmirante Óscar Chamorro, chefe da Prefectura General Naval, em contato com a rádio Monumental 1080 AM, forneceu detalhes da explosão em uma barcaça tipo tranquera que resultou na morte de cinco de seus tripulantes em águas do rio Paraguai, na zona da Costanera Sur.
Mencionou que são várias as instituições encarregadas de controlar uma embarcação desse tipo e que esta barcaça conta com todos os seus certificados e cumpriu com todos os requisitos até o ano passado.
"Em primeiro lugar, são diversos estágios de controle e diversas instituições entram a controlar de acordo com o estágio em que se encontram. No caso das barcaças e, em especial esta em questão, tem certificados e isso implica que tem uma inspeção", explicou o contralmirante à emissora de rádio.
"Esta barcaça tinha certificados vigentes até finais de ano; ou seja, que no final do ano passado foi feita a última inspeção que certifica que, tanto na parte de segurança na navegação, como construtivamente, esta barcaça estava em condições", enfatizou.
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Por outro lado, continuou manifestando que a empresa que faz este trabalho especializado a bordo deste tipo particular de embarcações também está habilitada.
"Em tudo isso que estou dizendo, a Prefectura General Naval entra na certificação e estas empresas também estão habilitadas pela autoridade, em nosso caso, a Prefectura General Naval, também devem ter permissões de outras instituições", pontuou.
Chamorro explicou que a barcaça já estava em um amarradouro, já que chegou depois de ter feito a descarga no porto.
Respecto à explosão, disse que por meio das imagens é possível apreciar uma aparente deflagração, que será confirmada pela parte técnica.
"O que se pode apreciar nas imagens às quais já temos acesso e que serão analisadas dentro do marco da investigação já mais técnica, é que se aprecia uma aparente deflagração, mas a parte técnica vai confirmar isso", prosseguiu.
Os falecidos foram identificados como Simón Díaz González, de 34 anos; Ever Nilson Sosa Rotela, de 26 anos, e Giovanni Samuel Amarilla Alegre, de 24 anos, todos funcionários da empresa. Os demais falecidos são Jesús Alberto Miranda Lovera, de 28 anos, e Carlos David Pérez Morínigo, de 31 anos.
Chamorro detalhou onde se encontravam as vítimas fatais quando ocorreu o sinistro.
"Se encontravam em convés. Ou seja, não estavam dentro de nenhum tanque nem nada do tipo. Agora, pelo menos é o que podemos apreciar inicialmente. Não podemos descartar que no avanço da investigação surjam outros episódios", adiantou.
Todos os falecidos foram auxiliados por uma sexta pessoa que se encontrava em uma embarcação de serviço.
A barcaça é da empresa LPG Emprendimientos SA e estava amarrada na zona de Zanja H, sobre o rio Paraguai, na localidade de Beterete Cué, Departamento de Presidente Hayes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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