"Precisamos que nos comprem a terra": O pedido da comunidade Qom Tooshe Qáltaq a Peña
Benigno Ávalos afirmou que não sabe ler nem escrever, mas compreende o que sua comunidade necessita para continuar existindo, que é a terra própria, os serviços básicos e um lugar digno onde viver.
Desde a comunidade indígena Qom Tooshe Qáltaq, localizada na altura do quilômetro 122 da rota PY12, no Departamento de Presidente Hayes, o reclamo volta a se dirigir ao Governo Nacional.
Enviam uma mensagem ao presidente Santiago Peña: "Precisamos que nos comprem a terra".
A comunidade habita há mais de 40 anos ao lado do caminho, na faixa de domínio da rota, exposta a condições precárias e sem acesso pleno a serviços essenciais.
Para seus pobladores, a terra não representa apenas um espaço físico, mas a base de sua vida, sua cultura, sua organização comunitária e sua sobrevivência como povo.
"Para nós, a terra é a vida. Mas nos dizem que não há orçamento, mas o asfaltamento continua avançando enquanto nós continuamos sem serviços básicos", expressou Ávalos, ao questionar a falta de respostas concretas por parte do Estado.
O avanço das obras viárias na zona torna ainda mais urgente o reclamo, enquanto a rota progride, a comunidade sustenta que suas necessidades históricas continuam postergadas: moradia digna, água, saúde, educação e segurança territorial.
Nota relacionada: Los Qom Tooshe Qaltaq exigen tierras tras cuatro décadas de espera al costado de la ruta PY12
Os pobladores insistem em que a compra de terras no mesmo território onde se encontram assentados é a única saída real para garantir sua permanência e evitar novos deslocamentos.
Para eles, não se trata de uma ajuda ocasional, mas do cumprimento de um direito longamente esperado.
A situação dos Tooshe Qáltaq expõe uma dívida histórica com os povos indígenas do Chaco paraguaio, após quatro décadas de viver à margem de uma rota.
Seu pedido é urgente e claro: que o Estado compre as terras para a comunidade antes que o avanço das obras deixe novamente para trás aqueles que esperam há anos por uma resposta.
Além disso, a Constituição Nacional reconhece o direito dos povos indígenas à propriedade comunitária da terra e estabelece que o Estado deve fornecê-las gratuitamente em extensão e qualidade suficientes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.