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Paraguai

Precisa-se matar os paraguaios desde o ventre de sua mãe

Um artigo que desmonta a crença popular sobre uma frase atribuída a Sarmiento, revelando seu verdadeiro contexto histórico

11/09/2026 17:00 2 min lectura 167 visualizações

Fazer este artigo e desvendá-lo é, como se diria popularmente, "meio heresia", porque serei aqui como advogado do diabo, mas procurarei desenraizar a crença.

Começamos por isentar Sarmiento da culpa, porque Pomer toma como fonte um folheto de 13 páginas conservado na Biblioteca do Museu Mitre de Buenos Aires, intitulado "Despacho privado do Marquês de Caxias, Marechal de exército na guerra contra o Governo do Paraguai, a Sua Majestade o Imperador do Brasil, dom Pedro II".

O documento está datado em Tuiucué, 18 de novembro de 1867, e dentro está quase igual ao texto do título, mas tirado totalmente de contexto:

"...quanto tempo, quantos homens, quantas vidas e quantos elementos e recursos precisaremos para terminar a guerra, isto é, para converter em fumaça e pó toda a população paraguaia, para matar até o feto no ventre da mulher...? (...)"

O contexto muda consideravelmente o sentido. Não estamos diante de uma ordem direta de acordo com a afirmação enraizada, que tinha mais bem um propósito exterminador/genocida, mas diante de uma pergunta retórica inserida em uma reflexão sobre o enorme custo que a guerra estava tendo para o Brasil.

O texto é muito mais longo, e pode ser lido completo no livro de Julio José Chiavenato, Genocídio Americano, de 1979.

No despacho encontramos também outros parágrafos com frases estranhas para um comandante inimigo, que se bem — gostaria de crer — são algo exageradas:
"que os soldados paraguaios são caracterizados de uma bravura, de um arrojo, de uma intrepidez e uma valentia que beira a ferocidade sem exemplo na história do mundo".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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