Por que revogaram os decretos elétricos para 'indústrias convergentes'? O que diz Félix Sosa
O titular da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), Félix Sosa, conversou com a rádio Monumental 1080 AM nesta quarta-feira sobre a revogação dos polêmicos decretos N° 5306/2026 e N° 5307/2026, que regulamentam as tarifas e condições para as denominadas "indústrias convergentes", que incluem a inteligência artificial (IA), a criptomineração e a produção de hidrogênio verde.
A respeito, falou-se de uma "recuada" do Governo após supostas pressões do presidente da ANDE, que teria ameaçado renunciar caso os mencionados decretos fossem promulgados. "Não, eu não diria recuada, ao contrário, é uma capacidade e algo a corrigir se fosse necessário", expressou o titular da pasta de eletricidade.
Sosa também pediu para "esclarecer que em nenhum momento houve uma pressão" de sua parte, "nem de nenhum setor", já que inclusive membros do Sindicato de Trabalhadores da Administração Nacional de Eletricidade (Sitrande) se manifestaram contra ditos decretos. "O que houve sempre foi trabalho em equipe; sempre existem análises, discussões, principalmente quando se trata deste tipo de projetos muito importantes para o país", acrescentou.
"Nós trabalhamos em equipe com todos os ministérios afins, foi realizada uma análise técnica e o senhor presidente considerou que se deve ajustar e corrigir esta situação com base no informe técnico e na análise técnica que realizamos em equipe com todos os ministérios afins", afirmou Sosa.
Acrescentou que valoriza "muito a capacidade do senhor presidente, Santiago Peña, de ajustar em certas situações para poder continuar avançando neste processo de industrialização de nosso país", já que ditos decretos não favoreceriam a economia da instituição.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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