Por 3 imóveis ociosos, o IPS pagou G. 671 milhões em despesas
O Instituto de Previsão Social (IPS) acumula em autorizações de pagamento mais de G. 671 milhões em conceito de despesas comuns correspondentes a imóveis de sua propriedade localizados no edificio Piribebuy, em Asunção, no Paraná Country Club, em Alto Paraná e Cantegril de San Bernardino. Estas propriedades geram atualmente à previsional 0 em rentabilidade. O IPS possui cerca de 930 propriedades.
O último aprovado na sessão do Conselho de 7 de maio resolveu autorizar o pagamento de G. 130.128.906, dos quais G. 94.281.306 correspondem às 16 unidades habitacionais do Paraná Country Club e G. 35.847.600 ao penthouse, salão comercial e garagem do edificio Piribebuy.
No total, o IPS desde que gerencia estas propriedades autorizou G. 297.040.440 para o edificio Piribebuy, G. 136.379.296 para o Paraná Country Club e outros G. 237.873.940 para propriedades localizadas no Complejo Cantegril. A soma alcança G. 671.293.676.
Edificio Piribebuy
No edificio Piribebuy, localizado nas ruas Piribebuy e 14 de Maio, em Asunção, o IPS é proprietário de um penthouse, um salão comercial e uma garagem, que representam 28,26% da copropriedade do imóvel. Segundo as resoluções, o IPS autorizou pagamentos de despesas correspondentes a distintos períodos. G. 82.914.840 pelos anos 2017, 2018 e 2019. Além disso, G. 35.607.600 pelo período 2021. E também G. 35.607.600 pelo período 2022. E finalmente, G. 107.062.800 pelos anos 2020, 2023 e 2024. A tudo isto se soma G. 35.847.600 pelo período 2025.
O caso mais relevante é o correspondente ao período 2020. Em outubro de 2022, o Conselho de Administração havia autorizado o pagamento de G. 35.607.600 mediante a Resolução N° 062-021/2022. Porém, um informe posterior da Diretoria de Tesoraria constatou que o desembolso nunca se efetivou, apesar de se tratar de uma dívida pendente. Devido a essa situação, o montante voltou a ser incluído em uma nova autorização aprovada em julho de 2025, dentro de um pacote que abrangeu ainda as despesas de 2023 e 2024.
A dívida originou-se durante o arrendamento do imóvel a Iván Olmedo, quem acumulou atrasos no pagamento do aluguel e das despesas, além de enfrentar denúncias judiciais por despejo e um processo penal por presumida subtração de energia elétrica. Apesar de a dívida corresponder ao anterior arrendatário, o IPS resolveu assumir o pagamento argumentando sua obrigação legal como coproprietário do edificio. O caso ficou derivado ao Departamento Jurídico da previsional, que deverá tentar recuperar o dinheiro por meio de ações judiciais.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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