Polícia teria 19% a mais e 97% será para gastos rígidos
Em meio a alguns questionamentos, o comandante da Polícia Nacional, o comissário César Silguero, apresentou ontem a proposta orçamentária da entidade policial para 2027, que chega a G. 5,3 bilhões, equivalente a aproximadamente USD 829,4 milhões.
O comandante explicou que 87,7% desse total será destinado aos salários e remunerações do pessoal policial, rubrica que terá G. 714.983,4 milhões a mais. Este aumento responde principalmente aos 5 mil agentes que se prevê incorporar novamente no ano.
Enquanto isso, 9,5% do orçamento será destinado aos gastos correntes, e apenas 2,7% restante aos gastos de capital ou investimentos em infraestrutura, especialmente para fortalecer o Sistema de Emergências 911.
"Acho muito positivo que queiram investir em tecnologia (...), mas acho que o Plano Sumar nunca decolou, acho que as celas estão abarrotadas de doentes, não sabem o que fazer com eles. Temos camionetes e motocicletas suficientes, mas não há combustível", apontou, porém, durante o debate a deputada Dalia Estigarribia.
O ministro do Interior, Enrique Riera, por sua vez, defendeu o orçamento para a entidade sob sua responsabilidade.
Detalhou que, excluindo os recursos previstos para a Polícia Nacional, o orçamento alcançará G. 147.921,5 milhões (USD 22 milhões), com uma redução de G. 17.892,2 milhões em investimento físico. Para salários, serviços não pessoais e bens de consumo, em contrapartida, teria um aumento de G. 17.740,6 milhões.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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