Planilha Jokoha: Propõem ordenança para evitar novos contratos na Prefeitura de Assunção
Fechadura. Em muitas ocasiões, a incorporação de pessoal na Prefeitura de Assunção teve como uma de suas marcas visíveis o clientelismo político. Isso gerou uma estrutura sobredimensionada que impacta negativamente no orçamento da Comuna.
Como uma forma de conter a incorporação em massa de pessoal, principalmente em anos eleitorais, a candidatura da oposição propõe levar adiante uma ordenança para deter essa situação.
A iniciativa, que denominaram coloquialmente como Planilha Jokoha, pretendem levá-la adiante através do mecanismo da Iniciativa Popular, que necessitaria de 10.000 assinaturas na capital.
A proposta é apresentada pelo candidato a vereador pela Aliança Unidos por Assunção, com o impulso da ex-senadora Kattya González.
Dita ordenança planteará a proibição de novas contratações em anos eleitorais, o congelamento da estrutura municipal nesses períodos e a implementação de critérios rigorosos para qualquer incorporação.
Esclarecem além disso que a proibição ficará de lado em exceções que estejam devidamente justificadas. A proposta não apenas aponta a impedir que durante o ano eleitoral, a Prefeitura capitalina seja uma agência de cargos para sustentar o poder de turno.
A futura ordenança também propõe a criação de um Registro Municipal de Dotação de Pessoal, de acesso público e atualização mensal.
Através dito portal, a cidadania poderá conhecer em detalhe a nômina de funcionários, seus cargos, salários e as justificativas que motivaram cada contratação.
Outro pilar da proposta da normatização é a elaboração de um Plano de Reorganização do Pessoal, que estará focado em otimizar os recursos existentes, corrigir desequilíbrios e melhorar a eficiência do Município.
A ex-senadora assinala que as contratações costumam ser realizadas durante um período de três meses. Majoritariamente as incorporações são realizadas em áreas de serviço como limpeza urbana.
Revelou além disso que muitos dos contratados costumam ter até dois meses para receber sua primeira paga e em alguns casos nem sequer chegam ao salário mínimo.
"Sempre em períodos eleitorais são habilitadas as famosas contratações de jornais. E sob esse título na realidade, nós, como cidadãos, estamos pagando os operadores políticos, os cabos eleitorais, basicamente do partido do governo que está na Prefeitura".
Questionou além disso que desde a Junta Municipal de Assunção tampouco estejam se ocupando de problemas estruturais da cidade, como o planteamento que realizam.
Através do acordo com o intendente, inclusive os mesmos vereadores estariam realizando a contratação de operadores políticos. A razão difusa para realizar as incorporações é também outro aspecto que criticou González.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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