Peña propõe criar Ministério de Energia para fortalecer o sistema elétrico nacional
O presidente Santiago Peña enfatizou a importância do futuro energético do Paraguai para o desenvolvimento tecnológico do país, promovendo a criação do Ministério de Energia como instrumento para fortalecer o sistema elétrico através da Administração Nacional de Eletricidade (Ande). Simultaneamente, consideram-se opções a longo prazo como a energia nuclear de uso civil para potencializar este setor estratégico.
Durante uma intervenção no programa "A caixa preta", o mandatário abordou a mudança de condução na Ande, onde Félix Sosa, que dirigia a entidade durante cinco anos, foi sucedido por Miguel Báez Reyes. Peña assinalou que "era o momento de uma etapa onde temos que ter um olhar diferente sobre o sistema elétrico. Provavelmente chegou o momento de que haja um Ministério de Minas e Energia, porque um ativo tão importante e tão relevante não pode ser manejado desde um vice-ministério".
O presidente propôs além disso a criação de um ente regulador ou organismo técnico independente, similar às estruturas que supervisionam outros setores. "Como há uma superintendência de bancos que controla os bancos, uma superintendência de seguros para as companhias de seguros, a Conatel que controla as empresas de telecomunicações, assim deveríamos contar com um organismo especializado em energia", expressou.
A proposta foi apresentada durante a reunião da Mesa Energética Nacional, onde contou com o respaldo de especialistas e representantes do setor privado. Previamente, com colaboração do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), realizou-se um evento com especialistas do Brasil e Uruguai para conhecer suas experiências na matéria.
Novas fontes de geração energética
Peña enfatizou a necessidade de diversificar as fontes de energia, considerando o ritmo atual de consumo. Entre os projetos mencionados encontra-se a construção do braço Aña Cuá, que aportará 200 megawatts adicionais de potência.
Igualmente, o mandatário fez referência a iniciativas regionais, como a possível construção da represa de Corpus Christi na província de Corrientes, Argentina, considerada como "uma grande notícia" para ambas as nações.
No plano internacional, destacou que "há alguns dias, o chanceler assinou em Washington um acordo sobre o uso de energia nuclear para fins civis". O Paraguai possui reservas significativas de urânio de alta qualidade, o que abre a possibilidade de desenvolver, no médio prazo, pequenas centrais modulares de energia nuclear.
O presidente também enfatizou a relação direta entre disponibilidade energética e desenvolvimento tecnológico: "Em 2026, o limite para o desenvolvimento tecnológico não está dado pela tecnologia em si, mas pela disponibilidade elétrica. Os semicondutores e microchips requerem energia de maneira contínua".
Fortaleza institucional para a eficiência
Peña sublinhou que o Paraguai deve contar com a "fortaleza institucional" necessária para garantir que a energia disponível se utilize da forma mais eficiente possível, considerando sua importância estratégica para o crescimento econômico e tecnológico.
A respeito de Miguel Báez Reyes, novo titular da Ande, o presidente relatou que o conheceu quando exercia como gerente técnico da entidade durante o primeiro ano de sua administração. Após se aposentar por idade, Peña assinalou que lhe expressou seu interesse em contar novamente com sua colaboração no futuro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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