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Economia

Peña projeta geração de mais de 500 mil empregos para 2028

10/08/2026 08:00 3 min lectura 29 visualizações

O presidente Santiago Peña expressou que o Paraguai poderia superar a meta de 500.000 novos postos de trabalho, destacando a aceleração que registra a economia e seu impacto crescente sobre o mercado laboral. Asimismo, indicou que sua administração se propõe deixar encaminhadas as contas fiscais para que em 2028 o déficit se ubique aproximadamente em 1,5% do produto interno bruto (PIB).

Em uma entrevista exclusiva com o programa "A caixa negra", conduzido pelo jornalista Jorge Torres pela Unicanal, Peña sustentou que a evolução da economia permite olhar com otimismo a geração de emprego. Recordou que ao início de seu governo o crescimento era mais lento, mas que posteriormente se registrou uma aceleração. "Quando iniciamos o governo em 2023, durante o primeiro semestre, a economia crescia muito devagar, mas vimos uma aceleração importante na segunda metade de 2023", assinalou.

O mandatário mencionou que a economia cresceu aproximadamente 6% em 2023, cerca de 5% em 2024 e quase 7% em 2025. Para Peña, essa dinâmica também começou a refletir-se no mercado laboral. "Houve um processo de aceleração e, com ele, também foi acelerando a geração de novos empregos e ocupações nos últimos trimestres", afirmou.

O presidente considerou que o processo ainda tem margem para continuar. "Acreditamos que ainda estamos longe de chegar a um ponto de estabilização; isso vai continuar crescendo nos próximos anos", sustentou. Ante a consulta sobre a meta de 500.000 postos de trabalho, foi ainda mais otimista: "Acredito que vamos superar essa cifra".

Peña vinculou essa perspectiva com as condições que busca deixar instaladas para os próximos anos. Afirmou que o próximo período presidencial poderia colher os frutos das políticas implementadas durante sua administração. "Vemos que o próximo período presidencial será um período de muita colheita do que nós temos semeado", manifestou.

Ordenamento de contas públicas

Em paralelo, Peña colocou ênfase no processo de ordenamento das contas públicas. Explicou que a redução do déficit está vinculada ao pagamento de obrigações acumuladas com fornecedores e a um maior controle sobre novos compromissos orçamentários.

"Agora estamos fechando a torneira", afirmou, referindo-se aos mecanismos que permitiam comprometer recursos para exercícios futuros e que, segundo explicou, contribuíram para acumular obrigações. O mandatário assinalou que o déficit de 2026 e 2027 ainda estará condicionado pelo processo de cancelamento dessas dívidas, mas projetou que em 2028 chegará a 1,5% do PIB.

Peña defendeu além disso uma visão flexível sobre a regra fiscal, considerando que o Paraguai precisa preservar espaço para o investimento e que o nível adequado de déficit depende do comportamento da economia. "A equação é muito mais complexa", sustentou, e assinalou que organismos como o FMI, o Banco Mundial e as avaliadoras observam tanto as decisões técnicas quanto as políticas.

Finalmente, colocou a responsabilidade fiscal como um dos principais compromissos de sua gestão. "Se há algo em que eu não posso fracassar é na gestão financeira e fiscal do Estado", afirmou. A mensagem presidencial combina dois objetivos para os próximos anos: sustentar a expansão econômica para acelerar a criação de emprego e, ao mesmo tempo, reduzir gradualmente o déficit até alcançar uma posição fiscal mais ordenada em 2028.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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