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Política

"Peña chegou ao Governo apenas para fazer negócios", dispara dissidente

23/09/2026 01:45 2 min lectura 17 visualizações

Roberto González, deputado pela dissidência colorada, não poupou críticas contra Santiago Peña, presidente da República, em relação à crise do oficialismo que tem matiz político e financeiro.

"Quero abordar uma questão que considero muito relevante para nosso país. Quero entender que o manejo responsável da política pública que faz ao manejo financeiro e econômico do país que repousa sobre o BCP necessita de uma gestão clara e responsável por parte do Poder Executivo", expressou.

Sinalizou que é precisamente essa responsabilidade no manejo da coisa pública e fundamentalmente na política financeira do país que hoje está em crise. "Está em crise a política financeira do país porque hoje temos um presidente da República que chegou ao Governo única e exclusivamente para fazer negócios", sentenciou.

Nota relacionada: Ueno: Titular do BCP viaja com Peña enquanto corre o prazo para responder ao Senado

"É um presidente da República que apesar de sua formação acadêmica ultrapassou todos os limites do que pode surpreender a alguém o manejo irresponsável", expressou.

O deputado fazia alusão à reunião que mantiveram há alguns dias em Mburuvichá Roga entre integrantes da Asoban com o presidente da República e o titular do BCP (Banco Central do Paraguai), Carlos Carvallo. "Eles levantaram a voz pedindo ao presidente que maneje com seriedade e responsabilidade a política do sistema bancário", manifestou.

"Qual é o foco do problema? O manejo discricionário do sistema bancário através da instituição que deve velar pelo bom funcionamento manipulando nada mais nada menos que o BCP que casualmente o presidente do BCP foi antes presidente do Ueno Bank Carlos Carvallo Spalding", questionou.

O deputado sustentou, finalmente, que Santiago Peña "com total desfaçatez propõe o nome e o designa desde Ueno ao Banco Central para permitir a flexibilização das normas e para possibilitar concentração dos depósitos dos recursos públicos em detrimento dos outros bancos competidores no mercado". "E isso é trabalho de nada mais nada menos que do presidente da República", sentenciou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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