Peña ataca oposição e Cartes exige priorizar saúde pública
Presidente defende gestão econômica e critica mídia durante discurso político na ANR
Em um discurso marcadamente político na Junta de Governo da Associação Nacional Republicana (ANR), o presidente Santiago Peña priorizou a defesa do Partido Colorado, lançou duras críticas contra meios de comunicação e setores opositores, e sustentou que o Paraguai atravessa "o melhor momento econômico de sua história", durante seu informe de gestão ante a dirigência colorada antes de apresentar sua exposição constitucional ante o Congresso Nacional.
Durante o ato, o titular do Partido Colorado, Horacio Cartes, realizou um inusitado apelo público ao mandatário para que concentre os maiores esforços da segunda metade de seu mandato no fortalecimento do sistema de saúde pública. Reclamou garantir medicamentos, pessoal médico e infraestrutura sanitária em todo o país.
ATAQUE
Longe de se limitar a um balanço administrativo, o mandatário dedicou boa parte de sua intervenção a questionar meios de comunicação, grupos empresariais e a oposição política. "Há quem a democracia não lhe venha bem no Paraguai", afirmou Peña, ao sustentar que existem "grupos econômicos poderosos" e "conglomerados empresariais com interesses mesquinhos" que buscam debilitar os partidos políticos.
Assegurou que esses setores "sonham com o fim dos partidos políticos" para impor "suas agendas empresariais e suas agendas mediáticas".
"No Paraguai não há democracia sem uma ANR", sentenciou ante a dirigência colorada.
O mandatário inclusive apontou diretamente contra os meios presentes no ato.
"Pelo que vejo, a muitos desses meios empresariais não agradou minha mensagem e já se retiraram", expressou.
OPOSIÇÃO
Peña também carregou contra os setores opositores, a quem acusou de carecer de participação democrática interna e de tentar desacreditar os êxitos de seu governo.
"Somos o partido político mais democrático da República do Paraguai. Não como outros que fazem eleições entre quatro paredes", afirmou.
Em tom desafiante, fechou esse trecho de sua intervenção com uma frase que arrancou aplausos entre os dirigentes colorados: "Aos que odeiam, aos que querem divisões, lhes digo respeitosamente: a chorar no choro".
GESTÃO
No plano de gestão, Peña defendeu com ênfase os indicadores macroeconômicos de sua administração e afirmou que o país atravessa uma etapa sem precedentes.
"Em 2026, o Paraguai vive seu melhor momento econômico de toda sua história", sustentou.
Segundo o mandatário, o crescimento econômico, o investimento e a expansão da classe média alcançaram níveis nunca antes registrados.
"Nunca antes tivemos tantos investimentos estrangeiros e nacionais. Nunca antes houve uma classe média em expansão como a que hoje está vivendo a República do Paraguai", afirmou.
Consciente das críticas que apontam que o crescimento econômico não chega aos setores mais vulneráveis, o mandatário rejeitou essa afirmação.
"Hoje quero compartilhar com vocês e dizer-lhes que isto é falso de toda falsidade", afirmou.
Peña sustentou que os benefícios econômicos sim alcançam a população mediante diversos programas sociais.
Entre eles mencionou Semillas del Futuro para a atenção integral da primeira infância; o programa Abrazo, que chega a 6.500 crianças; e Tekoporã Mbarete que, segundo indicou, beneficia atualmente a 200.000 famílias.
Também destacou o programa Hambre Cero, que, segundo seus dados, alimenta diariamente mais de 1.050.000 estudantes em mais de 7.000 instituições educativas.
Igualmente, defendeu sua agenda internacional e, longe de esquivar as críticas a suas reiteradas viagens, argumentou que sua presença em cenários internacionais responde a uma estratégia para posicionar o Paraguai em cenários internacionais.
PEDIDO
Ante ministros, legisladores e dirigentes colorados, Cartes pediu ao mandatário que a saúde se converta na máxima prioridade do Governo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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