Pedro Alliana anuncia pesquisa entre Latorre, Cesarito e Marco Riquelme para escolher sua chapa
O vice-presidente Pedro Alliana confirmou que medirá Raúl Latorre, César Sosa e Marco Riquelme para definir seu companheiro de fórmula. Anunciou a formação de um comando com representantes de distintos setores e assegurou que buscará construir um movimento baseado no diálogo e na participação. As declarações foram realizadas em Caacupé, onde Alliana esteve com o presidente Santiago Peña, o governador de Cordillera Denis Lichi e o deputado Hugo Meza, para concretizar a inauguração de uma clínica móvel.
"Na segunda-feira começo a pesquisa com alguns nomes que já tenho decidido. Cesarito Sosa, Raúl Latorre e Marco Riquelme", afirmou à imprensa, informou a correspondente de Última Hora Karina Abigail Gómez.
Alliana explicou que os resultados servirão de base para avaliar quem o acompanhará na chapa presidencial. Estimou que o levantamento não demorará mais de oito dias, contanto que as condições climáticas permitam o trabalho dos pesquisadores.
O vice-presidente também anunciou que buscará conformar um comando com participação de representantes de governadores, deputados, senadores, do Poder Executivo e intendentes colorados. Sustentou que o objetivo é construir um espaço mais aberto aos distintos setores do Partido Colorado.
"Vou colocar o resultado da pesquisa e vamos avaliar seguramente com esse time comando a pesquisa", manifestou.
"Neste novo movimento, se for assim, vai reinar a democracia, o diálogo, a tolerância", afirmou. Acrescentou que buscarão somar dirigentes com votos e que não tragam "ódio e maldade" ao espaço de encontro.
Sobre a criação do novo movimento, reconheceu que ainda não se tomou uma decisão e apontou que os prazos obrigam a resolver o assunto em curto tempo. "Acho que teria que ser daqui a um curto tempo", indicou.
O vice-presidente adiantou que está organizando com o chanceler uma viagem a Taiwan, por convite do Governo daquele país, prevista para aproximadamente 24 de novembro.
"Então, a ideia é que eu já tenha definida a chapa antes de 24 de novembro", indicou.
Alliana agradeceu o apoio dos governadores que se pronunciaram a favor de um movimento mais aberto e que ouça as bases partidárias.
Por outro lado, Alliana negou que esteja entre seus planos impulsionar mudanças nas presidências da Câmara de Deputados ou do Senado.
"Dentro do nosso ânimo não está mudar nenhum dos presidentes, de Deputados ou Senado", afirmou. Esclareceu que as decisões dependem dos votos de cada câmara e sustentou que modificar o regimento e convocar eleições internas seria mais complicado porque, segundo indicou, seriam necessários dois terços.
"Fique ou não fique Bachi conosco, não está no nosso ânimo mudar o presidente do Congresso", destacou.
Não obstante, assegurou que seu setor buscará consolidar uma maioria parlamentar que respaldem o presidente da República. Consultado sobre se atualmente contam com os votos necessários, respondeu simplesmente: "Sim".
Consultado sobre a possibilidade de enfrentar uma chapa conformada por Arnoldo Wiens e Juan Carlos Baruja, Alliana assegurou que está acostumado a competir e recordou sua candidatura à presidência da Junta de Governo da ANR, quando se enfrentou a Mario Abdo Benítez.
"Não me tremeu a mão para entrar na disputa, para competir, para conquistar o carinho, a estima e o acompanhamento da dirigência do povo colorado. Ganhamos essas eleições", expressou.
Assegurou que conta com o respaldo de governadores, deputados e intendentes que conhecem seu trabalho e confiam em sua capacidade. "É claro que não vou ter medo", reiterou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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