Pedi!, buscai!, chamai!
O Evangelho da liturgia de hoje nos situa nos ensinamentos que Jesus ofereceu depois de ensinar a oração do Pai-Nosso a seus discípulos. Ali, o Mestre lhes ensinava a chamar Pai a Deus e nesta ocasião o repete novamente: Deus é um pai bom disposto a dar em abundância a quem lhe pede como filhos.
Jesus repete esta verdade uma e outra vez ao longo do Evangelho, talvez porque para nós seja fácil confundir a imagem de Deus, e vê-lo como juiz, como legislador, como acusador e não como alguém que está do nosso lado. O momento talvez mais profundo de seu ensinamento sobre o verdadeiro rosto e identidade de Deus é a parábola do filho pródigo, que Lucas apresenta alguns capítulos mais adiante, onde aflora o coração amoroso do Pai e o verdadeiro modo em que olha e quer a seus filhos.
No Evangelho de hoje, Jesus nos convida a que a confiança própria de filhos não fique em meras palavras, mas que se manifeste em nosso modo de pedir e orar. Deus Pai, nos ensina o Mestre, deseja ver a seus filhos se comportarem como tais, sem medo de nos dirigirmos com insistência a quem nos ama profundamente.
Jesus anima a seus ouvintes a se darem conta de sua dignidade de filhos, a não ficarmos de braços cruzados, e a experimentarmos a bondade de Deus. Talvez por isso nos insiste: Pedi!, buscai!, chamai!, porque nosso Pai Deus está desejoso de dar, de sair ao encontro, de abrir a porta.
Através de alguns exemplos, Jesus nos mostra como o carinho do Pai está muito longe do cálculo mesquinho… E nos aponta que se nós, sendo maus, sabemos dar coisas boas a quem nos pede com insistência, quanto mais nosso Pai Deus, que não apenas quer doar coisas, mas se doar, nos presentear generosamente com seu mesmo Espírito, o Espírito Santo.
São Josemaria havia compreendido com força que a oração e a petição do cristão tem que estar marcada por esta consciência de filhos e filhas de Deus:
"Descansa na filiação divina. Deus é um Pai –teu Pai!– cheio de ternura, de amor infinito. –Chama-o de Pai muitas vezes, e dize-lhe –em particular– que o amas, que o amas muitíssimo! Que sentes o orgulho e a força de ser filho seu" (Forja 331).
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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