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Paraguai

Pastoral Indígena pede investigação sobre morte de líder indígena e docente por agentes da Senad

18/08/2026 19:45 3 min lectura 14 visualizações

Desde a Coordenação Nacional de Pastoral Indígena (Conapi), órgão da Conferência Episcopal Paraguaia (CEP), integrada por diferentes representantes de equipes locais e diocesanas que trabalham nas comunidades indígenas a nível nacional, reunida em sessão ordinária, expressaram sua profunda consternação, indignação e dor ante os graves fatos ocorridos em 14 de agosto de 2026 na comunidade indígena Yhapo 4, do povo Avá Guaraní, distrito de Corpus Christi, Departamento de Canindeyú, que resultaram na morte de membros da comunidade, entre eles, o líder indígena Antonio Carrillo e o docente Catalino Correa.

Nesse sentido, apontaram que diante da gravidade destes fatos, a Conapi não pode permanecer indiferente nem guardar silêncio.

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"A perda de vidas humanas no contexto de um conflito que envolve uma comunidade indígena constitui um fato de extrema gravidade que exige uma resposta firme, responsável e transparente das instituições do Estado", reafirmaram.

Assim também, expressaram seus mais profundos pêsames e solidariedade às famílias das pessoas falecidas e a toda a comunidade indígena Yhapo. "Nos unimos a sua dor e acompanhamos aqueles que hoje vivem as consequências desta tragédia", manifestaram.

Entretanto, exigiram às autoridades competentes uma investigação exaustiva, objetiva, independente, imparcial e transparente, que permita estabelecer com absoluta clareza o que realmente ocorreu na comunidade indígena Yhapo.

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Desde a Pastoral Indígena pediram que se esclareça como se desenvolveram os acontecimentos que terminaram com a morte de Antonio Carrillo, Catalino Correa e demais pessoas afetadas, além de quem participou dos fatos; que atuações realizaram as instituições e agentes intervenientes; em que circunstâncias se produziu o uso da força; que decisões foram adotadas antes, durante e após a operação; se foram respeitados os protocolos, as garantias constitucionais e os direitos humanos.

Também pediram saber quem são os responsáveis, se os houver, e que medidas deverão ser adotadas conforme a lei, levando em conta o devido processo.

Sustentaram que tanto a sociedade paraguaia, as famílias das vítimas como os membros da comunidade indígena Yhapo têm direito a conhecer a verdade.

"Não pode haver lugar para o silêncio, a impunidade, o encobrimento nem investigações meramente formais. Quando se perde uma vida humana, e mais ainda quando existem circunstâncias que devem ser esclarecidas, o Estado tem a obrigação de investigar até as últimas consequências", afirmaram.

De igual maneira, lembraram que o Estado paraguaio tem a responsabilidade de garantir a vida, a integridade física e a segurança das pessoas, assim como de proteger de maneira efetiva os direitos dos povos indígenas reconhecidos pela Constituição Nacional e pelos instrumentos internacionais de direitos humanos.

"Nenhum conflito territorial, econômico, político ou judicial pode converter-se em justificação para a violência. Nenhuma circunstância pode relativizar o valor da vida humana", reiteraram.

Finalmente, fizeram um chamado urgente às autoridades nacionais para que adotem todas as medidas necessárias a fim de evitar novos fatos de violência e proteger a comunidade indígena Yhapo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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