Paraguaio morre na frente de batalha russa e família pede repatriação
Um ex-militar paraguaio perdeu a vida no marco do conflito bélico entre Rússia e Ucrânia, deixando uma família com dor e incerteza na cidade de J. Augusto Saldívar. Trata-se de Maximino Cabrera, de 38 anos, que se desempenhava como o único sustento econômico de seu lar, deixando desamparados sua esposa e seus cinco filhos após viajar no passado 10 de setembro para se incorporar às forças armadas da Rússia.
A trágica notícia chegou aos ouvidos de seus familiares apenas através de contatos informais no exterior.
"Um de seus camaradas de lá nos informou, ainda não recebemos informação oficial", detalhou seu irmão Miguel Cabrera em comunicação com NPY.
De acordo com as declarações do familiar, o ex-militar decidiu empreender viagem e se integrar à contenda após manter conversas com outros ex-integrantes das forças armadas nacionais que já participavam das operações na Rússia.
"Ele se alistou ontem com o Exército Russo, mas no 10 de setembro já se apresentou lá porque tinha contato com os outros camaradas paraguaios que estão lá, por isso se foi", indicou.
Em outro ponto sustentou que seu irmão aceitou ir à guerra devido a um acordo econômico importante, embora a ajuda financeira não tivesse chegado a se concretizar antes de sua morte.
"Ele assinou um contrato de um ano por USD 500.000, mas ainda não havia enviado nada de dinheiro. Ele se foi lutar", lamentou.
Diante da falta de comunicação por canais oficiais ou corpo diplomático, sua família apela de maneira urgente ao apoio das autoridades nacionais e estrangeiras para confirmar os dados do falecimento e iniciar o processo repatriatorio dos restos mortais do compatriota.
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"Queremos repatriar o corpo e queremos saber bem se é o que está nesta situação. Estamos esperando que se comuniquem conosco para fazer os trâmites", finalizou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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