Paraguai sabe fazer milagres
Naquela ocasião, a Seleção Paraguaia era dirigida pelo italiano Cesare Maldini e após começar a fase de grupos com um 2-2 frente à África do Sul, o time das franjas vermelhas e brancas caiu com estrondo na segunda rodada diante da Espanha por 1-3.
Com esses resultados, os paraguaios deviam ganhar na última rodada da zona ante a Eslovênia com uma diferença de, no mínimo, dois gols se queriam evitar uma eliminação precoce.
Mas o que ocorreu diante dos eslovenos surpreendeu o planeta futebol.
Porque a partida ficou complicada para a Seleção quando Carlos Paredes foi expulso por dupla advertência aos 22 minutos, enquanto aos 45 o meia Milenko Ačimovič colocou em vantagem os 'Fantje', como chamam os eslovenos aos jogadores de sua seleção.
Porém, tudo mudou quando o Paraguai apelou para sua "garra".
Ante um panorama adverso que parecia deixá-lo sem opções, os jogadores de Maldini optaram por queimar as naves e se lançaram ao ataque.
Parecia que a essa altura já nada havia para perder e Nelson 'Pipino' Cuevas, que tinha poucos minutos em campo, igualou a partida no minuto 65.
A esperança cresceu ainda mais aos 73 minutos, graças a um potente chute de média distância de Jorge Luis Campos que colocou a Seleção em vantagem.
Cuevas apareceu novamente aos 84 para sentenciar o 3-1 que garantiu a classificação do Paraguai para as oitavas de final da competição.
A anedota, que revelou então a disposição combativa dos jogadores paraguaios, ganhou relevância nas últimas horas no país sul-americano, seis dias depois do fiasco por 4-1 da Seleção ante os Estados Unidos na primeira rodada do Grupo D da Copa do Mundo 2026.
O placar dilatado faz temer uma eliminação precoce do Paraguai em um grupo que também integram Austrália e Turquia, a qual enfrentará nesta sexta-feira em uma partida decisiva para as aspirações do time que dirige Gustavo Alfaro.
Além disso, o time foi alvo de numerosas críticas dos torcedores e da imprensa, que lamentaram a atitude passiva que, asseguram, tiveram os jogadores ante o time das Barras e Estrelas.
"Temos que recuperar essa força, essa agressividade do jogador paraguaio", disse na segunda-feira o ex-goleiro José Luis Chilavert.
Dessa força, que no Paraguai chamam de "garra guaraní", Chilavert sabe muito, porque foi o goleiro da Seleção naquela partida de 2002 que hoje parece um espelho no qual os jogadores de 2026 podem se olhar.
Denis Caniza, ex-capitão e referência da seleção paraguaia, e titular nos mundiais de França 1998, Coreia/Japão 2002, Alemanha 2006 e África do Sul 2010, afirmou que o selecionador Gustavo Alfaro "subestimou os Estados Unidos" e pagou caro o preço de acreditar que resolveriam com facilidade a partida de estreia.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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