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Economia

Paraguai propõe modificar estrutura tarifária da Hidrovia

Governo e armadores buscam renegociar taxas com Argentina

03/09/2026 17:45 2 min lectura 260 visualizações

Durante uma visita oficial ao território argentino esta semana, o chanceler paraguaio reuniu-se com autoridades econômicas para debater sobre os gastos que demanda a navegação fluvial. Desde o Executivo nacional sustenta-se que a metodologia vigente resulta prejudicial e desproporcionada para o comércio exterior da região.

O Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai (CAFyM) tem apontado de maneira constante que a estrutura tarifária atual carece de uma contraprestação efetiva de serviços e afeta a competitividade da frota nacional.

Proposta de reforma tarifária

A proposta respaldada pelos armadores e pelo Governo consiste em que a taxa de balizamento seja calculada tomando como parâmetro o volume real da carga transportada e não as dimensões físicas das embarcações. De acordo com as estimativas técnicas apresentadas, a modificação deste critério permitiria reduzir de maneira substancial os desembolsos anuais.

Atualmente, sob o esquema implementado pela Argentina, o setor enfrenta pagamentos que rondam os USD 30 milhões anuais. Com o novo formato baseado na tonelagem efetiva e no custo real de manutenção das balizas, a cifra desceria até uns USD 10 milhões por ano, aliviando consideravelmente a economia fluvial.

Impacto no comércio regional

As autoridades nacionais e os referentes do CAFyM remarcarão a necessidade de alcançar um entendimento bilateral que contemple o uso eficiente e justo da via navegável, considerando que o fluxo comercial depende de um sistema logístico previsível e equilibrado para todos os países que compartilham a bacia.

O sistema tarifário foi implementado pelo governo de Alberto Fernández em 2023, sob o argumento de financiar a dragagem e balizamento. Embora os países vizinhos esperassem que a administração de Javier Milei revertesse a medida, o atual mandatário a consolidou como um mecanismo de arrecadação.

As condições logísticas e os custos operativos estão gerando um impacto nos portos argentinos. Empresários paraguaios, assim como também brasileiros e bolivianos que utilizam a hidrovia estão optando cada vez mais por derivar suas cargas rumo ao porto de Montevidéu, no Uruguai, evitando assim os altos custos e a complexidade administrativa que representa operar através da Argentina.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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