Paraguai não acompanhá tendência global: exportação de carne caiu 25% entre janeiro e abril
O mercado internacional de carne bovina mostrou um cenário expansivo durante o primeiro quadrimestre de 2026, com crescimento nos principais países exportadores e uma recuperação dos valores médios de exportação.
Entretanto, o Paraguai se posicionou em direção contrária à tendência que exibiram tanto o Mercosul quanto outros grandes fornecedores mundiais.
De acordo com dados elaborados pela Faxcarne, o Mercosul exportou entre janeiro e abril deste ano um total de 1,37 milhões de toneladas peso embarque, o que representou um incremento de 8% em relação ao mesmo período de 2025. Em nível global, as exportações cresceram 4,8%, alcançando 2,13 milhões de toneladas.
Dentro do bloco regional, o Brasil voltou a se consolidar como o grande impulsionador do crescimento. O país exportou 953.607 toneladas no acumulado janeiro-abril, com um aumento anual de 15%. A Argentina também mostrou números positivos, alcançando 219.115 toneladas exportadas, com uma melhora de 11%.
Em contrapartida, o Paraguai registrou uma queda de 25% em seus embarques de carne bovina. Segundo o informe, o país exportou 87.899 toneladas entre janeiro e abril de 2026, frente às 116.997 toneladas embarcadas em igual período do ano passado.
Desta forma, o Paraguai foi o país do Mercosul com a maior retração relativa em volume exportado durante o primeiro quadrimestre.
O Uruguai também mostrou um descenso nas exportações, ainda que mais moderado, com uma baixa de 14% e um total de 110.323 toneladas embarcadas.
Além da queda em volume, o Paraguai conseguiu sustentar uma valorização de suas exportações. O valor médio de embarque alcançou US$ 6.579 por tonelada, o que representou uma melhora anual de 17% em relação aos US$ 5.630 registrados entre janeiro e abril de 2025.
Não obstante, o comportamento paraguaio voltou a ficar aquém da evolução regional em matéria de valorização.
A Argentina liderou a recuperação de preços dentro do Mercosul, com um incremento de 35% e uma média de US$ 6.644 por tonelada, enquanto o Uruguai alcançou US$ 7.634 por tonelada, com uma alta de 19%. O Brasil, por sua vez, registrou uma média de US$ 5.826 por tonelada, 17% superior ao ano passado.
Fora do Mercosul, a Austrália também acompanhá a expansão do comércio internacional, aumentando suas exportações em 13% até 506.143 toneladas, com um valor médio de US$ 8.242 por tonelada.
Os Estados Unidos, que aumentaram as importações de carne e buscam conter a inflação, foi um dos poucos grandes exportadores que mostrou uma queda em volume, com uma baixa de 19%, embora mantendo o valor médio mais elevado entre os principais fornecedores mundiais, em US$ 10.213 por tonelada.
O cenário confirma um mercado internacional que continua demandado e com preços firmes, embora o Paraguai enfrente um contexto distinto ao de seus concorrentes regionais, com menores volumes disponíveis.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.