Paraguai lidera o clima econômico da região, segundo a Fundação Getulio Vargas
Paraguai lidera em indicadores econômicos regionais
A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou seu Indicador de Clima Econômico (ICE), que posiciona o Paraguai como líder da região, muito acima dos gigantes Brasil, México e Argentina, no primeiro trimestre de 2026. A economia local manteve seu nível comparando com o fechamento de 2025, enquanto a maioria dos demais países registrou um retrocesso.
O Paraguai destaca em várias medições. Em crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), registra 4,2%, muito acima da média da América Latina de 1,9%, seguido pelo Peru com 3%, segundo informações fornecidas por Stan Canova, analista econômico e assessor de investimentos.
O Indicador de Clima Econômico para o Paraguai alcança 124 pontos, acima de 73 pontos da região, enquanto o Chile se posiciona em segundo lugar com 105 pontos. Igualmente, o Indicador de Situação Atual (ISA) registra 150 para a economia local, contra 63 pontos da América Latina.
Posição vantajosa frente a grandes economias
Segundo o especialista consultado, o Paraguai possui uma posição invejável não apenas em relação à América Latina em geral, mas em relação aos três gigantes da região: Brasil registra 72,2 pontos, México 60,1 pontos e Argentina 68,3 pontos. A Argentina experimentou uma queda significativa quanto ao clima econômico.
Canova apontou que ainda está por se ver os efeitos positivos que isso mais o duplo grau de investimento trará ao país, indicando que as perspectivas estão dadas para manter o bom nível em clima econômico.
Entre as fortalezas identificadas, o relatório faz referência à redução das medidas de restrição à mobilidade e à melhoria do ambiente político.
Projeções e perspectivas futuras
O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou recentemente que o Paraguai continua demonstrando uma notável resiliência. Apontou que o crescimento tem sido sólido, apoiado por um regime confiável de metas de inflação com um tipo de câmbio flexível, amplas reservas internacionais e um restabelecimento gradual da disciplina fiscal. O organismo projetou um crescimento do PIB de 4,4% para o presente exercício.
Por sua vez, o Banco Central do Paraguai (BCP) projeta uma expansão de 4,2% para 2026, cifra que será revisada e atualizada em julho.
Nota: A única ameaça potencial identificada para o Paraguai seria o impacto de choques externos, como flutuações significativas nos preços de combustíveis derivadas de conflitos internacionais, o que poderia afetar os preços de produtos da cesta familiar.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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