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Paraguai

Paraguai consolida estabilidade econômica e reduz pobreza em três anos de gestão

16/08/2026 23:30 3 min lectura 8 visualizações

Avanços econômicos e sociais em três anos

O governo de Santiago Peña fechou seu terceiro ano com importantes avanços em termos econômicos, principalmente mensuráveis no âmbito social, na expansão econômica e na obtenção do doble grado de inversão. Desde o setor produtivo, foram valorizados o crescimento sustentado, o dinamismo aplicado à entrega de títulos, a abertura de mercados premium, assim como a continuidade do processo de formalização e abertura comercial.

Segundo Daniel Correa, economista e diretor da DCR Consultora, o logro mais importante é de caráter social e mensurável: a pobreza total caiu de 19,6% para 16,0% entre 2024 e 2025, representando 213 mil pessoas menos nessa situação. A pobreza extrema passou de 3,7% para 2,4%. O Instituto Nacional de Estatística (INE) indicou que sem as transferências, a pobreza teria alcançado 19,9%; ou seja, aproximadamente 239 mil pessoas não caíram abaixo da linha de pobreza graças a esses programas.

Programas de transferências e alimentação

O especialista destacou o sucesso do programa de alimentação escolar Hambre Cero, que alcançou cobertura total com mais de 1 milhão de estudantes, gerando impacto na nutrição, permanência escolar e economia local. Igualmente, apontou que Tekoporã Mbareté aumentou 25% suas transferências e chega a cerca de 195 mil famílias, enquanto a pensão de adultos maiores ultrapassa os 360 mil beneficiários.

Esta ampliação simultânea de programas explica que a queda da pobreza tenha sido mais pronunciada na área rural, onde a pobreza extrema caiu de 8,2% para 5,5%. Também se registraram avanços em investimento em infraestrutura sanitária e serviços básicos, incluindo água potável, saneamento, atenção primária e moradia através do programa Che Róga Porã.

Estabilidade macroeconômica como fundamento

Esses logros foram possíveis graças a uma macroeconomia que financiou o gasto social sem desequilíbrios. Os indicadores macroeconômicos refletem essa solidez: grado de inversão de Moody's (Baa3) em 2024 e BBB- estável de S&P em dezembro de 2025, inflação de 3,1% em 2025 frente a níveis superiores a 10% em anos anteriores, crescimento de 6% e dívida pública em torno de 40% do PIB, com o déficit ancorado em 1,5%.

Correa apontou que a estabilidade não é o logro final, mas a condição que permitiu sustentar o gasto social. Acrescentou que o ativo mais considerável do período é a credibilidade macroeconômica: sem grado de inversão, sem inflação de um dígito baixo e sem regra fiscal crível, nenhum regime de incentivos atrai capital de longo prazo. Segundo a análise, o investimento chegou porque o marco se tornou previsível.

Perspectiva do setor produtivo

Desde a União de Gremios da Produção (UGP), seu presidente Héctor Cristaldo destacou o crescimento sustentado durante três anos consecutivos, com o qual o Paraguai lidera na região. Ressaltou a continuidade do processo de diminuição da pobreza, que registra uma tendência descendente durante vários anos. Recordou que em 2002 a pobreza no Paraguai se situava em 57%, enquanto que no último ano se ubicou em 16%.

Cristaldo também enfatizou o impulso ao processo de enraizamento de pequenos produtores mediante a dinamização da entrega de títulos de propriedade aos beneficiários. Explicou que contar com o título da terra permite aos produtores se formalizarem e se integrarem à economia, facilitando o acesso a créditos e mercados formais.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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