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Economia

Paraguai busca cota própria no mercado estadounidense de carne bovina

Associação de produtores argumenta que acesso exclusivo permitiria maior previsibilidade e expansão das exportações

16/05/2026 17:15 3 min lectura 0 visualizações
Paraguay busca cuota propia en mercado estadounidense de carne bovina

Oportunidade estratégica no mercado estadounidense

A obtenção de uma cota própria para o Paraguai no mercado dos Estados Unidos deve ser abordada como uma prioridade estratégica nacional, segundo aponta a Associação Paraguaia de Produtores e Exportadores de Carne (Appec). Atualmente, o país compete em desvantagem dentro de uma porção compartilhada com outros países, o que limita o potencial de crescimento.

Marco Panciotto, presidente da entidade, explicou a necessidade de contar com tal cota de acesso exclusivo ao mercado estadounidense, de forma similar a países como Argentina, que conseguiu aumentar para 100 mil toneladas anuais de carne bovina.

"Uma cota exclusiva permitiria maior previsibilidade, melhores condições comerciais e uma expansão muito mais forte das exportações paraguaias para os Estados Unidos", indicou. Atualmente, a cota compartilhada é de aproximadamente 52.005 toneladas anuais, e o Paraguai já completou sua participação em janeiro deste ano.

Contexto favorável no mercado estadounidense

Panciotto detalhou que os Estados Unidos atravessam uma situação de menor disponibilidade de gado, já que seu rebanho bovino encontra-se em níveis mínimos há décadas, enquanto o consumo e os preços internos permanecem firmes. Atualmente perdem aproximadamente 2% ao ano de suas vacas matrizes, o que reduz ainda mais a capacidade futura de produção.

Grande parte da estratégia estadounidense para compensar a menor quantidade de animais foi aumentar o peso de abate mediante sistemas intensivos de confinamento. Isto gera animais com maiores níveis de gordura, pelo que a indústria precisa importar grandes volumes de carne magra para mistura industrial e produção de hambúrgueres.

Vantagem competitiva paraguaia

"Ali o Paraguai tem uma grande oportunidade, porque pode justamente fornecer essa proteína bovina magra, competitiva e produzida de maneira sustentável", mencionou o representante da entidade. Ao fechamento do primeiro quadrimestre, os Estados Unidos ocuparam o segundo lugar no ranking de compradores de carne paraguaia com 15.074 toneladas que geraram receitas de USD 83.332.288.

As redes de fast food demandam grandes volumes de carne, especialmente carne magra para mistura industrial. Também existe demanda de importadores, processadores, distribuidores e outros segmentos do mercado estadounidense.

Gestões em curso

Panciotto indicou que recentemente houve comunicações de gestões oficiais em Washington. "É um objetivo país, onde devem trabalhar de forma coordenada o setor público, a indústria e os produtores. A participação e o envolvimento do produtor neste processo é essencial, porque a qualidade da carne se define fundamentalmente na etapa de produção", assinalou.

Previsibilidade de longo prazo

O titular da Appec enfatizou que se avançasse em mecanismos temporais de alívio tarifário para a carne, isso não substituiria a importância estratégica de contar com uma cota própria. "As medidas temporais podem mudar com o tempo, enquanto uma cota específica daria previsibilidade de longo prazo para toda a cadeia e seria também um sinal concreto do reconhecimento ao Paraguai como sócio estratégico e fornecedor confiável de proteína bovina", afirmou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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