Paraguai apresenta sua primeira Política Forestal Nacional para atrair investimentos
Política Forestal Nacional: uma ferramenta de Estado
O Governo apresentou a primeira Política Forestal Nacional, um documento que busca estabelecer um roteiro de longo prazo para o crescimento do setor, fortalecer a segurança jurídica e gerar condições para atrair novas inversões nacionais e internacionais.
A presidenta do Instituto Florestal Nacional (Infona), Cristina Goralewski, destacou que se trata da primeira vez que o país conta com um marco estratégico integral para orientar o desenvolvimento florestal. Conforme explicou, a iniciativa foi construída durante aproximadamente dois anos por meio de consultas com produtores, empresas, comunidades rurais, povos indígenas e outros atores vinculados à atividade.
"O objetivo é que esta política transcenda governos e se converta em uma ferramenta de Estado, com regras claras e uma visão compartilhada sobre o futuro do setor florestal paraguaio", afirmou Goralewski.
Potencial econômico e geração de emprego
A titular do Infona sustentou que o setor florestal tem potencial para se converter em um dos principais motores econômicos do país, não apenas por sua capacidade de gerar investimentos e exportações, mas também por seu impacto no desenvolvimento de comunidades rurais e na criação de emprego.
Contexto favorável para novas inversões
A estratégia se apresenta em um contexto favorável para o Paraguai, marcado pela recente ratificação do grau de investimento por parte da Moody's e o crescente interesse de fundos internacionais por projetos vinculados à sustentabilidade, economia verde e desenvolvimento produtivo.
Goralewski afirmou que a combinação de estabilidade macroeconômica, fortalecimento institucional e condições naturais competitivas posiciona o país como um destino atrativo para novas inversões florestais. A isto se soma o trabalho de promoção internacional impulsado pelo Governo para posicionar o Paraguai florestal em mercados globais.
Industrialização e valor agregado
Entretanto, alertou que o próximo desafio já não passa unicamente por aumentar as plantações florestais, mas por avançar para uma maior industrialização. Indicou que a prioridade é gerar mais competitividade para que o país exporte produtos com maior valor agregado e reduza progressivamente a venda de matéria-prima sem processamento.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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