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Economia

Para Petruzzi: uma vitória de Bolsonaro poderia dar "mais liberdade" ao agro e fortalecer o negócio pecuário no Brasil

06/10/2026 03:00 3 min lectura 37 visualizações

O resultado da primeira volta presidencial no Brasil abriu um novo cenário para os agronegocios, segundo a leitura do economista, produtor e consignatário de gado Fernando Petruzzi. Do Rio Grande do Sul, apontou que o melhor desempenho de Flávio Bolsonaro frente a Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com otimismo por uma parte importante do setor agropecuário e poderia gerar mudanças em políticas vinculadas à produção, às exportações e aos investimentos rurais.

Bolsonaro terminou a primeira volta à frente de Lula e ambos irão ao segundo turno do próximo 25 de outubro. Para Petruzzi, o resultado surpreendeu especialmente porque boa parte das pesquisas prévias mostrava um cenário distinto. "Esperávamos que houvesse segundo turno, mas esperávamos que Lula estivesse à frente", comentou em conversa com Valor Agro.

Um dos pontos centrais de sua análise esteve relacionado à exportação de gado em pé. Segundo explicou, dentro do setor havia preocupação com possíveis restrições a esse tipo de operações, principalmente sob argumentos vinculados ao bem-estar animal durante as viagens marítimas.

Para Petruzzi, manter aberto esse canal resulta especialmente importante para o Rio Grande do Sul, porque permite retirar gado do mercado interno e somar competência pelos animais. "Se esse gado ficar no mercado interno, hoje estaríamos com um preço de gado gordo muito mais abaixo", sustentou.

O produtor também recordou que o setor agropecuário do sul do Brasil vem atravessando anos complexos, marcados por secas, inundações e um aumento do endividamento. Nesse contexto, considera que uma eventual mudança de governo poderia modificar a relação entre o Estado e o produtor, com uma agenda mais próxima às demandas do agro.

Petruzzi também se referiu ao movimento de capital brasileiro em direção aos países vizinhos. Uruguai e Paraguai apareceram nos últimos meses como alternativas para produtores e investidores que buscavam diversificar riscos, ainda que esclarecesse que nem toda essa demanda esteve associada exclusivamente ao cenário político.

"No Brasil o campo bom subiu bastante. Há gente querendo investir porque hoje está barato fora do Brasil também", explicou. Por isso, entende que uma eventual vitória de Bolsonaro poderia reduzir parte dos investimentos motivados por incerteza política, mas não deter o interesse por terras no Uruguai ou Paraguai.

Em matéria de comércio exterior, Petruzzi colocou especial atenção nos Estados Unidos. Considera que uma eventual administração Bolsonaro poderia favorecer uma relação mais fluida com Washington e gerar melhores condições para o comércio de carne bovina, especialmente em um momento de alta demanda internacional. "Estados Unidos é um mercado importante e acreditamos que vai melhorar bastante", afirmou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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