Para Arce, Alfaro deve ser mais amplo para não entrar "em algo mediático"
Após as palavras de Gustavo Alfaro, selecionador do Paraguai, consultou-se o técnico do Guaraní, Francisco Arce, sobre o que pensa sobre essa situação. Na segunda-feira, o treinador da Albirroja reforçou sua ideia de melhorar o futebol nacional e dentro de seu discurso voltou a citar o Chiqui e a Pablo Sánchez, estrategista do Olimpia.
"Se realmente se quer ser amplo, dentro do contexto que vivemos, pós pacificação e realidade econômica melhor que vive a associação, se vai a deixar um legado haveria que ser mais amplo, deve ser de cima para baixo. Quando ele diz 'me tem que chamar', se referiu a 'Vitamina' e não a mim. Isso é impossível que aconteça, que cada treinador que tem uma lhe chame ao selecionador e lhe diga 'que te parece, fala comigo'. Não vai poder terminar sua tarefa então", expôs o técnico do Guaraní em contato com o programa Fútbol a lo Grande.
Francisco Arce indicou: "Se de verdade se quer colaborar, deve nos reunir em um lugar os encarregados da associação (…) Isto, assim não vai levar por isso creio, quando disse meu pensamento foi em voz alta. Se dissesse tudo o que penso ou o que tenho em relação a informação vivida ou informação que se sabe por nossa realidade, não vamos parar. Se vai gerar um vai e vem que não convém a ninguém".
"Pelo que o vi respondendo parece que o sensibilizou um pouco. Sempre gera isso. Creio que, Olimpia já o fez e toda vez que continue falando, vai ter detratores e gente que esteja a favor. Aqui se necessitam ações concretas para fazer, quando vamos fazer, quando, como são as ações, qual é o orçamento, quem está de acordo, como é a descida de linha, o que diz o dirigente, o que diz nossa instituição, como se trabalha na infraestrutura que não há, como se é justo com todos os clubes para que ninguém se sinta prejudicado. É muito amplo o terreno onde se quer entrar", sinalizou.
O treinador do Guaraní ressaltou a intenção de Gustavo Alfaro: "Tem boas ideias, nos classificou para o Mundial, é um grande senhor. Avalia-se muito isso. Passa que o outro é mais complexo. Está muito bem que o gere, talvez não fazisse falta que ele se mete nisso por tudo o que conquista. Se aplaude essa intenção, mas creio que requer de outro caminho".
"Quando se faz nominal e não estruturalmente, alguém que a tem igual ou a tem mais grande e sai a responder", asseverou e acrescentou que "quando se dão dados diretos e se nomeia, sempre vai haver rebote".
Francisco Arce insistiu em que "há que ser mais amplos. Se entramos nisso não vai terminar e ao final nos vamos esquecer o que nos interessa, as sugestões que deu, que muitos de nós temos na cabeça, que às vezes não são levadas em conta e outras vezes sim, se vai entrar em algo mediático".
Com relação às palavras de Gustavo Alfaro que fez menção a que só poucos paraguaios estão jogando em ligas importantes da Europa, Francisco Arce respondeu: "São pontos de vista. Se ele revisa um pouco, nós jogamos a Copa do Mundo de 1998 e 2002, creio que só com Miguel (Ángel Benítez) que vinha da Europa e Roberto (Acuña) que alguma vez jogou. É muito relativo isso. O que se necessita vai além dessa cotação. Obviamente o ideal seria que todos estivessem na Europa.
Sobre a quantidade de jogadores que vende o Independiente del Valle equatoriano, o Chiqui manifestou que "está muito longe o parâmetro de comparação que faz com Independiente del Valle, que investe mais em Formativas que em primeira divisão. Esse apontamento há que convencê-los aos dirigentes, que desde seu lugar é mais influentes que todos nós juntos que dirigimos clubes (…) Esse tipo de ideias já foram lançadas e nunca se fez nada".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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