Pai de docente abatido pela Senad: "Mataram dois inocentes"
Bruno Correa chegou até a Morgue Judicial em Asunção à espera da autópsia de seu filho Catalino Correa, abatido por agentes da Secretaría Nacional Antidrogas (Senad) junto a um líder indígena identificado como Antonio Carrillo na zona de Corpus Christi durante o sábado.
"Ontem ocorreu um massacre", expressou Correa sobre o ocorrido.
Contou a C9N que ambos estavam em uma celebração pelo Dia da Criança na escola da comunidade Yhapó 4 quando em um dado momento saíram em busca de um leitão para o agasalho. Indicou que ambos conseguiram presentes para as crianças da zona.
Foi no trajeto, segundo as informações que possuem, que foram abordados por uniformizados que os detiveram. A família do docente se enterou e chamaram as comissarías de Katueté e de Corpus Christi. Posteriormente foram liberados.
Entretanto, ao seu regresso, apareceu uma camionete que os fez parar e foi nesse momento, de acordo com a versão do pai, que tudo aconteceu. O senhor Correa assegurou que os agentes os fizeram descer do veículo e torturaram os afetados para finalmente acabar com suas vidas.
Questionou que a Senad tenha informado que encontraram com eles armas de tamanho considerável, sendo que estavam em um automóvel. Além disso, que encontraram seu filho do lado do acompanhante em seu próprio veículo. Inclusive, disse que foi o docente quem saiu da escola dirigindo o veículo para ir buscar o leitão.
"Quero aproveitar para expressar meu repúdio à gente da Senad, ao ministro do Interior por seu trabalho inútil", expressou em meio ao seu desconforto.
Sustentou que o conflito não é por "Macho, nem o EPP", mas por terra. Garantiu que uma empresa na zona, aparentemente, pretende despojar terras da comunidade indígena.
Por outro lado, assegurou que há testemunhas-chave que viram o suposto confronto, mas não pôde entrar em detalhes pela causa.
A comunidade emitiu um comunicado repudiando a atuação da Senad. Asseguraram que nenhum dos dois era membro da banda de apelido Macho.
Até o final da tarde de sábado, nem o titular da pasta Antidrogas, nem outro representante do Governo falaram sobre essas suspeitas dos familiares dos falecidos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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