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Saúde

Paciente oncológica se acorrenta: "Esta é a última opção de vida que tenho"

14/08/2026 22:45 3 min lectura 19 visualizações

Nilsa, paciente oncológica, clama à pasta sanitária que cumpra o amparo judicial a fim de adquirir o medicamento Sacituzumab.

Segundo relou, há três meses que vem aguardando o fornecimento dessa droga para prosseguir o tratamento contra o câncer que a acomete.

"Este (medicamento) é a última opção de vida que tenho", expressou Nilsa. "Prefiro morrer aqui em frente ao Ministério do que em minha casa sem medicamentos".

Segundo contou, desde o MSP lhe disseram que deve realizar uma nova avaliação para buscar uma alternativa ao medicamento que solicita.

María Estela Galeano, presidenta da Associação de Pacientes com Câncer do Hospital Nacional de Itauguá, comentou que os fornecedores costumam se recusar a fornecer os medicamentos pela alta dívida que a Saúde tem com essas empresas há bastante tempo.

Após realizar sua medida de força, Nilsa foi recebida pelo vice-ministro de Saúde Pública, doutor Saúl Recalde, que assumiu o compromisso de dar celeridade ao processo para a compra do medicamento. Já no decorrer da tarde, a paciente oncológica recebeu o PDF da ordem de compra, o que lhe permitirá prosseguir com seu tratamento.

Reclamo. A Associação de Pacientes com Câncer e Familiares (Apacfa) divulgou um comunicado onde expressam sua preocupação ante a falta de acesso oportuno ao PET scan.

Assinalaram que esse estudo é fundamental para o diagnóstico, acompanhamento e avaliação da resposta ao tratamento de numerosos pacientes que padecem câncer.

"Há meses os chamados para o fornecimento desse serviço vêm sendo declarados desertos, situação que deixa numerosos pacientes sem a possibilidade de acessar em tempo e forma um estudo que, em muitos casos, resulta determinante para definir a conduta médica e continuar adequadamente com seus tratamentos", diz em outra parte o comunicado.

Especulam que essa situação estaria ligada à falta de pagamento dos serviços prestados anteriormente, o que afetaria a apresentação das possíveis empresas oferentes. Contudo, reforçam que os pacientes não podem ficar esperando que sejam resolvidas as dificuldades administrativas e financeiras.

"Cada dia de atraso significa incerteza, angústia e, para alguns pacientes, a perda de uma oportunidade fundamental para conhecer a evolução de sua doença e receber o tratamento adequado", reforçam.

Ante os argumentos expostos, a Apacfa pede de maneira urgente que sejam arbitrados os mecanismos para que seja garantido o acesso ao estudo de PET scan, assegurando sua disponibilidade.

Enfatizaram que a luta contra o câncer exige decisões oportunas, recursos disponíveis e, sobretudo, respostas concretas para todos os pacientes.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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