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Paraguai

Os avós: conexão vital e eterna

26/07/2026 10:45 3 min lectura 23 visualizações

No Dia de São Joaquim e Santa Ana, pais da Virgem Maria e avós de Jesus, celebra-se o Dia dos Avós: uma figura que possui um valor fundamental dentro da família e na construção dos vínculos intergeracionais.

Desde a perspectiva da psicogeriatra, manter vínculos significativos é um componente importante do bem-estar emocional durante o envelhecimento. Nesse sentido, "a interação com os netos pode favorecer o sentido de pertencimento, a conexão afetiva, a participação social e o propósito vital", afirma María Bettina Ortiz, médica psiquiatra e mestre em psicogeriatria.

Porém, o avô ou avó não é apenas uma pessoa que necessita de cuidados ou que ajuda a família. "É uma pessoa com identidade, autonomia, história e capacidade de continuar contribuindo", segundo sustenta a especialista.

O ideal seria que o papel de avó não estivesse determinado por uma obrigação. Cada família constrói sua dinâmica e o adulto maior deve poder decidir qual papel deseja desempenhar, segundo explica a doutora Ortiz. Entretanto, não há dúvida segundo a mestre em psicogeriatria que os avós podem ser importantes referentes afetivos, transmitir conhecimentos, acompanhar emocionalmente seus netos e contribuir para fortalecer o sentido de identidade e pertencimento familiar. Da mesma forma, os adultos maiores podem oferecer algo especialmente valioso na sociedade atual: tempo e escuta.

Sob essa premissa é possível citar muitos exemplos de crianças que cresceram sob a tutela ou influência de seus avós e que conseguiram prosperar apesar das circunstâncias adversas, como é o caso do jogador de futebol paraguaio Julio Enciso, que mantinha um forte vínculo com seu avó paterno, já que era quem o cuidava enquanto seus pais trabalhavam.

Entre os dados estatísticos publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) não se encontra um percentual específico e atualizado que indique quantos avós paraguaios cuidam regularmente de seus netos. "O que sim sabemos, a partir dos dados do INE, é que o Paraguai está atravessando um processo de envelhecimento populacional", garante a psiquiatra. Segundo a Pesquisa Permanente de Lares Contínua (EPHC) 2024, o país contava com aproximadamente 772.988 pessoas de 60 anos ou mais, o que representava cerca de 13% da população. Do total, 52,9% eram mulheres e 47,1% homens.

Além disso, segundo estes dados a população adulta maior é muito heterogênea: 32,6% encontrava-se naquele momento entre os 60 e 64 anos, enquanto 13,3% tinha 80 anos ou mais.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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