OMS investiga origem de hantavirus na Argentina, Chile e Uruguai: 5 casos confirmados e 4 suspeitos
Os laboratórios confirmaram o vírus em um dos três falecidos, a mulher holandesa que viajou em um avião desde a ilha de Santa Helena para a África do Sul, assim como em dois dos três pacientes que foram evacuados na quarta-feira para os Países Baixos, outro que se encontra hospitalizado em Zurique (Suíça) e o britânico que foi internado na UTI na cidade sul-africana de Johannesburgo.
Os quatro suspeitos são o primeiro falecido na crise, em 11 de abril, do qual segundo indicou a OMS não foram coletadas amostras porque então não havia suspeitas de hantavirus, assim como a passageira alemã que morreu em 2 de maio, um dos três evacuados para os Países Baixos e uma comissária de bordo hospitalizada em Amsterdã.
O caso da comissária, se confirmado, seria o primeiro não diretamente vinculado ao navio, já que pôde ter sido contaminada na cidade sul-africana de Johannesburgo, onde coincidiu em circunstâncias ainda não esclarecidas com a mulher holandesa falecida pouco depois.
A OMS rastreia as cerca de 80 pessoas que viajaram no mesmo avião que essa enferma, além das aproximadamente 30 que desceram em uma escala em Santa Helena do cruzeiro, que na quarta-feira partiu após vários dias fundeado em Cabo Verde e se espera que funde no sábado junto à ilha canária de Tenerife.
A agência também investiga a possível origem do surto, que segundo indicou em coletiva de imprensa o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, poderia ser uma viagem ornitológica pela Argentina, Chile e Uruguai realizada pelo casal holandês falecido.
Em uma coletiva de imprensa celebrada para informar especificamente dessa crise sanitária ante seu impacto multinacional, os especialistas da organização asseguraram que não há similaridades entre o hantavirus e o coronavírus causador da covid-19, portanto não há motivos para pensar em uma nova grande epidemia.
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O primeiro caso ligado à crise foi o do marido do casal holandês, que faleceu a bordo do cruzeiro em 11 de abril, e cujo cadáver foi desembarcado em Santa Helena no dia 24, junto com sua esposa, que já apresentava sintomas gastrointestinais.
No dia seguinte, ambos foram trasladados em avião para Johannesburgo, onde a mulher faleceu no dia 26, e em 4 de maio se confirmou mediante teste de PCR que havia contraído uma infecção por hantavirus.
O terceiro caso a bordo foi o de um homem de nacionalidade britânica que em 24 de abril procurou o médico do navio com febre, dificuldades respiratórias e sinais de pneumonia, por isso foi evacuado desde outra ilha atlântica, Ascensão, para a África do Sul em 27 de abril, onde foi internado gravemente em uma UTI.
Esse caso foi o primeiro que foi confirmado pelos testes de PCR como hantavirus em 2 de maio, sendo comunicado à OMS pelo Reino Unido, em cumprimento da regulamentação sanitária internacional.
Esse mesmo dia, faleceu no navio uma mulher de nacionalidade alemã cinco dias depois de apresentar sintomas como febre e mal-estar geral.
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Outros três pacientes, incluindo o médico holandês do cruzeiro, um passageiro britânico e outro alemão, apresentaram febre alta e sintomas gastrointestinais, e foram evacuados na quarta-feira 6 de maio em dois aviões desde Cabo Verde até os Países Baixos, embora um dos aparelhos tenha tido que fazer uma escala técnica na ilha espanhola.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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