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Economia

OCDE projeta menor crescimento e inflação mais alta em 2026 pelos efeitos do conflito no Oriente Médio

03/06/2026 08:15 3 min lectura 4 visualizações
OCDE proyecta menor crecimiento e inflación más alta en 2026 por efectos del conflicto en Oriente Medio

Impacto econômico global

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) apresentou seu último relatório econômico no qual revisa para baixo as projeções de crescimento mundial para 2026. De acordo com o documento, o crescimento passará de 3,4% em 2025 para 2,8% em 2026 em um cenário de perturbações limitadas, mas poderia reduzir-se até 2,1% se as disrupções se prolongarem até 2027.

O choque energético derivado do conflito no Oriente Médio é real e grave, gerando um aumento de custos e incerteza para famílias e empresas em todo o mundo, segundo apontou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, ao apresentar o relatório intitulado "Sob pressão".

Efeitos duradouros em infraestruturas

Os analistas da OCDE advertem que os efeitos econômicos do conflito provavelmente se sentirão por bastante tempo, mesmo após sua conclusão. Entre os impactos mencionados encontram-se o reparo de infraestruturas danificadas e a restauração de vias de transporte.

As economias asiáticas resultam particularmente afetadas devido à sua dependência de importações do Oriente Médio, assim como os países em desenvolvimento e as nações do Golfo. Contudo, o impacto será sentido globalmente devido às interconexões nas cadeias de suprimentos mundiais e à integração dos mercados energéticos, ressalta a organização sediada em Paris.

Projeções regionais

Quanto às principais economias, a OCDE projeta os seguintes crescimentos para 2026 em um cenário de perturbações limitadas:

Estados Unidos: 2,0% | China: 4,5% | Índia: 6,3% | Zona do euro: 0,8% | Espanha: 2,2% | Alemanha: 0,7% | França: 0,7% | Brasil: 1,6% | Argentina: 2,8% | México: 1,3%

A Espanha destaca-se positivamente entre as economias europeias, o que os analistas atribuem aos seus esforços para reduzir a dependência energética e diversificar suas fontes.

Inflação e recomendações de política

Em matéria de inflação, a OCDE estima que no grupo G20 esta progredirá de 3,4% em 2025 para 4% em 2026, antes de desacelerar para 3,1% em 2027 conforme os preços de energia e alimentos se moderar.

A organização recomenda aos países limitar no tempo as medidas de apoio a famílias e empresas, evitando generalizá-las para conter seu impacto nos orçamentos nacionais. Isto permitiria preservar recursos para possíveis medidas de estímulo adicionais se a situação se agravasse.

Diversificação energética como solução

A OCDE enfatiza a importância de os países reduzirem sua dependência de importações de hidrocarbonetos e diversificarem suas fontes de energia. Ampliar a capacidade nuclear, inclusive mediante pequenos reatores modulares, pode proporcionar energia confiável e com baixas emissões que complemente as energias renováveis, segundo destacou Stefano Scarpetta, economista-chefe da organização.

Esta diversificação energética apresenta-se como estratégia chave para enfrentar futuras crises e aumentar a resiliência econômica das nações frente a disrupções nos mercados globais de energia.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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