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O telescópio espacial James Webb investiga o "planeta rosa" e revela uma surpresa salinífera

18/06/2026 22:45 3 min lectura 268 visualizações
El telescopio espacial James Webb escudriña el "planeta rosa" y revela una sorpresa salina

Foto: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA/Universidade Northwestern.

Por trás da investigação, publicada na revista Astronomical Journal, está uma equipe liderada pela Universidade Northwestern, Estados Unidos.

Apesar de seu apelido, os astrônomos não têm certeza se se trata realmente de um planeta. Com uma massa aproximadamente 25 vezes superior à de Júpiter, GJ504b ou "planeta rosa" situa-se próximo à difusa fronteira entre os planetas gigantes e as anãs marrons.

Por isso, os especialistas se referem a ele como um "companheiro de massa planetária", o que significa que é um objeto do tamanho de um planeta que orbita ao redor de uma estrela.

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Para complicar ainda mais o mistério, as repetidas tentativas de estudá-lo com telescópios terrestres falharam. Enquanto a maioria dos exoplanetas dos quais se têm imagens diretas apresenta temperaturas que oscilam entre 1.000 e 2.000 graus Fahrenheit, GJ504b mal alcança 550 graus (290 graus Celsius), mais ou menos a temperatura de um forno para fazer pão, explica um comunicado da Northwestern.

Sua idade é responsável pela sua baixa temperatura — o novo trabalho estima que tem entre 2.500 milhões e 4.000 milhões de anos.

Trata-se de um dos companheiros de massa planetária mais frios jamais fotografados diretamente; este escorregadio objeto, detalha a universidade, é demasiado tênue para que se possa analisar sua luz desde a Terra.

Entretanto, as novas observações do telescópio espacial James Webb revelam uma atmosfera repleta de compostos químicos exóticos e nuvens salinas diferentes de tudo quanto visto até agora.

Além disso, estas proporcionam algumas das primeiras provas diretas da existência de nuvens salinas na atmosfera de um objeto frio, um fenômeno que os cientistas teorizaram há mais de 15 anos.

A descoberta, segundo os autores, representa um passo importante em direção ao estudo de objetos cada vez mais frios, que são demasiado tênues para serem examinados com telescópios terrestres.

Para chegar a suas conclusões, Aneesh Baburaj e sua equipe captaram, com a ajuda do James Webb, a tênue luz de GJ504b. Em seguida, utilizaram técnicas avançadas de processamento de dados para eliminar o brilho de sua estrela hospedeira, muito mais brilhante.

Esta combinação revelou finalmente o espectro — decomposição da luz em todas as suas cores para recolher dados. Estes revelaram uma rica mistura de substâncias químicas, entre as quais se incluíam vapor de água, metano, dióxido de carbono, amônia e outras moléculas.

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O espectro também sugeriu que GJ504b é inusitadamente rico em elementos pesados ou metais, detalha o estudo, para o qual também foi utilizado um modelo astrofísico e simulações.

Apesar destes achados, o mistério da formação do objeto persiste, já que os dados atuais sugerem que poderia ter-se formado como um planeta ou como uma pequena estrela.

O trabalho foi realizado em colaboração com cientistas do Instituto Científico do Telescópio Espacial (STScI).

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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