O senador Erico Galeano apresentaria sua renúncia, afirmou Galaverna
O senador Juan Carlos "Nano" Galaverna comentou nesta quarta-feira que conversou com o senador com permissão, Erico Galeano, a quem sugeriu que apresente sua renúncia, decisão que será comunicada na reunião da bancada de Honor Colorado. Galaverna apontou que a probabilidade mais forte é que Galeano renuncie a sua cadeira no Senado.
"Acredito que sim, não posso confirmar cem por cento, mas acredito que esse é o caminho que o senador Erico vai tomar (a renúncia). Não se mostrou contrário, estivemos conversando bem. Eu ontem me ofereci, não é que a bancada me designou, me ofereci para ser o intermediário para conversar com Erico, fiz isso e vamos ver o que ocorre hoje. Se vier a apresentar sua renúncia hoje não sei qual será o mecanismo", indicou o legislador aos meios de comunicação no Senado.
Explicou que a conversa ocorreu na noite de ontem e que novamente conversaram na manhã desta quarta-feira, e que provavelmente se comunicará por telefone com Galeano para que ele possa informar à bancada sobre sua decisão. Enquanto isso, caso não renuncie, será ativado o processo de perda de investidura; está previsto que na sessão de hoje seja revogado seu pedido de permissão.
"O mais saudável"
"Vamos esperar o que ele decide, aqui a maioria dos colegas acredito que estão pela perda de investidura, se ele não tomar essa decisão acredito que será iniciado o processo de perda de investidura. Acredito que o mais saudável para o Congresso, para o país e para o senador Erico é que apresente sua renúncia", afirmou.
Galaverna indicou que a grande maioria dos integrantes da bancada, assim como senadores de outros setores políticos da Câmara, estão pela perda de investidura no caso de ele não renunciar. Mencionou além disso que essa situação está gerando muito desgaste para o Congresso e para seus membros.
"Acredito que é um desgaste desnecessário o que está ocorrendo, para alguns pode ser uma carga política, mas o mais saudável é que apresente sua renúncia. Já há uma condenação em segunda instância, quando teve a condenação em primeira instância optamos pela permissão, mas agora que a justiça ratifica o que ocorreu em primeira instância já acredito que é insustentável", finalizou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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