O recorde de Sinner; o desafio de Zverev
Grandes objetivos estão sobre a mesa na quadra Manolo Santana da Caja Mágica, marcos e metas para ambos. Sinner, que até este ano não havia superado as quartas de final, aspira a conquistar um dos Masters 1000 que faltam em seu currículo e, além disso, levantar seu quinto troféu desta categoria consecutivo. Desde Paris 2025. Depois chegaram Indian Wells, Miami e Montecarlo. Ninguém antes conseguiu.
Estabelecido como o quarto homem capaz de alcançar a final em todos os Masters 1000 que fazem parte do calendário ATP desde que os eventos desta categoria foram criados em 1990, junto ao 'Big Three' (Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer) mas, além disso, em uma idade mais jovem que eles, espera Alexander Zverev, um habitual na Caja Mágica que enfrenta a quarta final de sua carreira em Madrid, onde conquistou dois títulos.
Sinner perdeu um set diante do francês Benjamin Bonzi, procedente da fase classificatória, na segunda rodada. A partir daí passou o rolo compressor o jogador de San Cándido de 24 anos que superou com autoridade o dinamarquês Elmer Moller, o britânico Cameron Norrie, o espanhol Rafael Jódar e, nas semifinais, o francês Arthur Fils, campeão em Barcelona há uma semana.
Não perdeu no saibro o italiano que cada vez tira mais vantagem de Carlos Alcaraz, fora de combate por lesão, na corrida pelo número um do mundo. O transalpino, que esteve à margem da circulação no ano passado pela sanção por doping, aproveitou este 2026 para ganhar tudo o que não jogou então. Até Roma, onde reapareceu.
Acumula vinte e duas vitórias seguidas após os títulos de Indian Wells, Miami e Montecarlo e já é o jogador nascido na década de 2000 a conquistar 350 partidas ganhas em sua carreira.
Em Masters 1000 seus números são igualmente impressionantes. Com a conquistada ante Fils na sexta-feira, o transalpino leva vinte e sete triunfos nos torneios desta classe (54-2 em sets) que o levaram à sua décima terceira final em eventos desta categoria, dos quais ganhou oito até o momento.
Sinner não perde uma partida desde que caiu em fevereiro, nas quartas de final de Doha diante do checo Jakub Mensik. "Estou muito feliz de poder disputar a final em Madrid. Fui evoluindo no torneio e depois das primeiras rodadas, quando é mais difícil, encontrei um grande nível no trecho final", disse o número um do mundo.
O transalpino tem a medida tomada de Zverev, que se tornou o terceiro jogador a alcançar quatro finais do Masters 1000 de Madrid, junto a Rafa Nadal, que disputou oito, e o suíço Roger Federer, que jogou cinco.
A sétima final Masters 1000 no saibro para o germânico, que iguala o recorde do austríaco Thomas Muster, chegou após superar o belga Alexander Blockx nas semifinais que completou seu bom percurso pela Caja Mágica.
O alemão que mais partidas ganhou sobre o saibro na história superou o argentino Mariano Navone e o francês Terence Atmane. As complicações as teve com o checo Jakub Mensic, com o único que perdeu um set, antes de se impor nas quartas ao italiano Flavio Cobolli.
Saiu do buraco Alexander Zverev que acumulava seis derrotas seguidas em semifinais Masters 1000 desde Paris 2024 e que aponta para igualar Novak Djokovic no terceiro posto de mais títulos em Madrid, com três coroas. Já conseguiu quatro finais de um mesmo evento no circuito pela primeira vez em sua carreira.
No entanto, assume a dificuldade do desafio na final o alemão que perdeu os oito últimos duelos com Sinner. Será a de domingo a décima quarta vez que jogam. O alemão ganhou quatro, no início dos confrontos diretos. Mas depois, desde a semifinal do Masters 1000 de Cincinnati de 2024, até a do Masters 1000 de Montecarlo há umas semanas, o número um do mundo ganhou tudo, as oito. Entre elas duas finais. A do Aberto da Austrália e a do torneio de Viena, ambas no ano passado.
"Estou muito feliz...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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