Segunda, 01 de Junho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Economia

O novo projeto é "uma dívida encoberta" a 30 anos

01/06/2026 11:00 2 min lectura 13 visualizações
El nuevo proyecto es “una deuda encubierta” a 30 años

A promessa de modernização do transporte público para a área metropolitana de Assunção entrou em uma zona de questionamentos técnicos e financeiros. O que politicamente é promovido como um investimento estrangeiro histórico para a implantação do postergado trem de cercanias é, na realidade, uma dívida soberana encoberta pagável a 30 anos através de subsídios anuais. Assim o expressa o engenheiro consultor Guillermo López Flores, quem acrescenta que o verdadeiro "cavalo de Troia do projeto é o Ingresso Mínimo Garantido", estabelecido no acordo Governo a Governo (G2).

O especialista sustenta que o risco real não reside unicamente em um fracasso físico das obras, mas em um cenário muito mais "perverso". "O núcleo do problema reside nas condições contratuais blindadas por uma Lei Especial aprovada no Congresso. Dita normativa elimina o princípio de distribuição equitativa de riscos entre o setor público e o privado. Ao lhe outorgar à Sociedade de Propósito Especial a figura do Ingresso Mínimo Garantido, o Estado paraguaio lhe assina um seguro de vida comercial incondicional", afirma.

López Flores acrescenta que, em primeiro lugar, se gera um incentivo para o trem fantasma, já que se os ingressos por passagens não cobrem o piso financeiro estipulado pela empresa, o Estado paraguaio completará a diferença com dinheiro dos contribuintes. Adverte que, como a empresa é a mesma que estima a demanda e desenha o projeto, os incentivos estão perfeitamente alinhados para superestimar o fluxo de passageiros. "É um negócio redondo onde o privado privatiza os ganhos e o Estado socializa 100% das perdas", analisou o profissional.

Respeito ao futuro operativo, o engenheiro adverte que "se as estações de Assunção e Luque não estiverem perfeitamente integradas em um sistema único de bilhetagem e ônibus alimentadores, as pessoas simplesmente não vão subir no trem".

O consultor insta a deslocar a discussão do plano político de "trem sim ou trem não" ao plano da responsabilidade fiscal elementar.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.