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Paraguai

O jaguareté no Paraguai: desafios e oportunidades para sua conservação

24/10/2026 20:00 3 min lectura 26 visualizações

O jaguareté no Paraguai: estado atual da população

O jaguareté, um dos animais mais representativos do patrimônio natural paraguaio, requer ações contínuas de proteção e monitoramento. A última estimativa nacional disponível, correspondente a 2017, situava sua população no Paraguai entre 600 e 800 exemplares, cifra que segue sem ser atualizada quase uma década depois, dificultando a avaliação precisa de como evoluiu sua população em liberdade.

Apesar dos desafios que enfrenta a espécie, o Chaco paraguaio conserva extensões de floresta que são fundamentais para sua permanência em estado silvestre. Segundo Rolando De Barros Barreto, titular do Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Mades), "o Paraguai ainda conserva importantes extensões de florestas, principalmente no Chaco, que representam uma oportunidade para assegurar a sobrevivência do jaguareté".

Distribuição geográfica e presença no território

Enquanto o Chaco se mantém como o principal refúgio da espécie, na Região Oriental sua presença é consideravelmente mais reduzida, embora ainda existam registros de exemplares silvestres em remanescentes da Floresta Atlântica do Alto Paraná. Esta distribuição reflete as dificuldades que enfrenta o jaguareté para conservar seus territórios em um país onde as mudanças na paisagem reduzem progressivamente seus espaços naturais.

Principais ameaças para a sobrevivência

Segundo o ministro De Barros Barreto, múltiplos fatores afetam a sobrevivência desta espécie. A fragmentação das florestas, a caça ilegal, a diminuição de suas presas naturais e os conflitos com as atividades pecuárias são desafios diretos para a conservação do jaguareté. A redução de seu habitat e os conflitos com a produção pecuária representam obstáculos significativos para a proteção deste felino, essencial para o equilíbrio dos ecossistemas.

Iniciativas de conservação do Mades

Diante destes desafios, o Mades impulsiona o projeto Ñande Chaco, desenvolvendo ações na Reserva da Biosfera do Chaco, que abrange mais de 4,7 milhões de hectares entre Alto Paraguai e Boquerón. As iniciativas se orientam a proteger áreas naturais, conservar corredores biológicos e promover a convivência com as comunidades locais.

Estas ações incluem a proteção dos habitats, o monitoramento da espécie e a conservação de corredores biológicos que permitem conectar suas populações. O trabalho se desenvolve de maneira coordenada com outras instituições, entre elas as entidades binacionais Itaipu e Yacyretá. "O jaguareté não deve ser visto como um inimigo da produção, mas como parte da riqueza natural que temos a responsabilidade de proteger", assinalou De Barros Barreto.

Marco legal e caça ilegal

O Paraguai conta com a Lei N.º 5302/2014, de Conservação do Jaguareté, que estabelece o marco normativo para a proteção da espécie. Porém, a caça ilegal e o tráfico de fauna silvestre continuam representando sérias ameaças para o jaguareté. O ministro lembrou o resgate de um filhote em Concepción, em agosto de 2025, ante indicios de um possível caso de tráfico ilegal, e insistiu que qualquer ação contra estes animais deve ser investigada e sancionada conforme a legislação vigente.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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