O deputado dissidente Mauricio Espínola descarta um julgamento político a Santiago Peña
Apesar de tensões dentro do Partido Colorado, Espínola nega manobras contra o presidente e exige saída do presidente do Banco Central
O deputado Mauricio Espínola (ANR-Añetete) descartou um possível julgamento político ao presidente da República, Santiago Peña e garantiu que "ninguém quer gerar instabilidade no país". Por outro lado, exigiu a destituição do titular do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo.
Em meio a um complexo cenário dentro do Partido Colorado, o deputado pela dissidência colorada Mauricio Espínola, em conversa com a imprensa, afirmou que não está sendo gestado nenhum julgamento político ao presidente da República, Santiago Peña.
"Volto a repetir e que esta mensagem chegue ao presidente da República e ao vice-presidente (Pedro Alliana). Ninguém vai fazer nenhum julgamento político. Sabemos quem tentou levar esta mensagem deixando-os mal, tanto o ex-presidente Mario Abdo quanto Horacio Cartes, perante a comunidade internacional", expressou categoricamente.
Igualmente, qualificou de "miseráveis" o presidente da República, Santiago Peña e o vice-presidente Pedro Alliana, apontando ambos como responsáveis por querer instalar a narrativa de que o encontro com Mario Abdo Benítez, líder de Colorado Añetete, e Horacio Cartes, líder de Honor Colorado, foi com a intenção de planejar um julgamento político.
"Hoje venho dizer que não há nenhuma tentativa de julgamento político por parte do movimento Colorado Añetete, nem haverá nenhuma tentativa de julgamento político. Sim, exigimos a saída imediata do presidente do Banco Central do Paraguai (Carlos Carvallo)", prosseguiu.
Nesse sentido, Espínola contou que na terça-feira passada tentaram solicitar um projeto de declaração que pedia a destituição de Carvallo, mas não tiveram os números para isso, mas antecipou que continuarão exigindo sua saída.
"Ao presidente da República (Santiago Peña) que tenha consciência da tranquilidade que deseja o aposentado. Os aposentados estão preocupados com seus fundos previdenciários e tragamos à Nação paraguaia tranquilidade, destituindo o titular do Banco Central", expressou.
Por outro lado, lamentou que o presidente e o vice-presidente tentem desacreditar a figura de Cartes.
"Tentam deixá-lo como alguém que gera instabilidade a uma pessoa que lhes deu tudo, que os fez presidente da República e vice-presidente da República", questionou.
A esse respeito, perguntaram-lhe se estava defendendo Cartes e respondeu que "não está defendendo e que apenas fala de fatos".
Alliana respondeu a Espínola desestimando as acusações e instou a analisar a conduta de cada ator político ao longo do tempo.
"Para mim, o que possa dizer Mauricio Espínola me tem absolutamente sem cuidado. Mas lhes digo de todo coração: estou tão tranquilo com minha consciência, não sei se ele estará assim, mas eu sim estou tão tranquilo de que em todos estes anos que caminhei pela política jamais joguei para prejudicar nenhum correligionário", expressou.
Finalmente, o vice-presidente reiterou que seu foco principal está em construir uma alternativa de diálogo e estabilidade institucional. "Estou em um projeto muito maior", concluiu Alliana, marcando distância dos conflitos verbais com o setor dissidente da ANR.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.