O circulante em dinheiro vivo continua crescendo no Paraguai apesar do avanço digital
A Memória e Balanço 2025 do Banco Central do Paraguai (BCP) foi publicada recentemente e contém informações relevantes sobre os componentes da economia local. Um dos dados mais significativos refere-se a quantidade de billetes que se encontram em circulação no território nacional ao fechamento do ano passado, evidenciando um aumento notável apesar dos avanços em digitalização de transações registrados nos últimos anos.
A Tesouraria do Banco Central do Paraguai administrou em conjunto um total de 1.494.852.853 unidades de billetes e moedas em circulação, o que representa um incremento interanual de 6,2% em relação ao fechamento de 2024. O documento oficial aponta que "este comportamento foi observado em um contexto de crescimento de acordo com a atividade econômica, refletindo uma evolução sustentada e ordenada do circulante".
Composição do circulante
Ao analisar o detalhe, observa-se que a quantidade de billetes chegou a 386.468.293 unidades, representando 25,9% do total, enquanto as moedas somaram 1.108.384.560 unidades, o que corresponde a 74,1% do circulante total.
Em termos de valor monetário, o circulante registrou um incremento de 4,5%, alcançando G. 21.743.786.240.400 (G. 21,7 trilhões), frente aos G. 20.808.751.215.500 (G. 20,8 trilhões) do fechamento de 2024.
Distribuição de denominações
A respeito dos billetes, a denominação de G. 100.000 continuou sendo a de maior participação com 180.152.982 unidades, representando 46,6% do total em circulação, registrando um crescimento interanual de 6,8%.
As denominações de G. 10.000 e G. 2.000 mostraram incrementos significativos com 24.616.012 e 71.077.088 unidades respectivamente. Em contraste, as denominações de G. 50.000 e G. 20.000 apresentaram diminuições em suas quantidades, refletindo ajustes nos padrões de uso do dinheiro vivo conforme relatado pela entidade reguladora.
Coexistência de sistemas de pagamento
A digitalização de transações expandiu-se significativamente nos últimos anos, especialmente com a adoção do Sistema de Pagos Instantâneos (SPI), o que poderia ter gerado uma redução no uso de dinheiro em espécie. Porém, os dados demonstram que essa expectativa não se materializou.
De igual forma, os cartões de crédito e débito também ganharam relevância no intercâmbio comercial, sem que isso tenha gerado uma diminuição na quantidade do circulante. Esta realidade evidencia que o dinheiro vivo e os métodos digitais funcionam como sistemas complementares na economia nacional.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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