No Brasil, resgatam mais paraguaias e argentinas vítimas de tráfico para exploração sexual
Os federais realizaram buscas em localidades de São Clemente, no Brasil, para executar uma ordem de prisão preventiva e medidas de interdição cautelar contra três estabelecimentos comerciais apontados como casarões de prostituição, que funcionavam como centros de exploração das vítimas.
Na primeira operação realizada na semana passada em Santa Helena foram libertadas 10 mulheres paraguaias e na última, paraguaias e argentinas, conforme relatório da Polícia Federal.
De acordo com a investigação, o esquema estaria integrado por um grupo dedicado ao recrutamento de mulheres em situação de vulnerabilidade, principalmente paraguaias e argentinas, que eram atraídas sob promessas enganosas de trabalho e melhores condições de vida.
Porém, ao chegar ao destino, eram submetidas a dívidas fraudulentas, ameaças, restrições de liberdade e retenção de documentos pessoais.
As autoridades também detectaram indícios de apropriação dos rendimentos gerados pelas vítimas, bem como a transferência de mulheres entre diferentes locais com o objetivo de dificultar sua localização e o avanço das investigações.
No procedimento foram resgatadas oito mulheres paraguaias e três crianças, entre elas um bebê de poucos meses.
Parte das vítimas optou por retornar ao Paraguai com acompanhamento consular, enquanto outras decidiram permanecer no Brasil para se integrar a programas de proteção e assistência.
Uma pessoa detida preventivamente é apontada como uma das principais responsáveis pelos estabelecimentos intervenidos, que foram fechados após a operação.
A causa segue em investigação para determinar a responsabilidade de outros possíveis integrantes da rede criminosa.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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