Disparidade de preços entre frigoríficos marca o mercado de gado gordo para exportação
O mercado de haciendas gordas para exportação transita uma semana com uma marcada disparidade de preços entre as distintas plantas frigoríficas, refletindo as diferentes necessidades de compra e estratégias comerciais que hoje predominam na indústria.
A maioria dos frigoríficos se encontra com uma posição de compra mais confortável, com escalas de abate que, em muitos casos, já se estendem até a semana de 27 de julho, a última do mês. Este cenário reduziu a pressão compradora e deu lugar a novos intentos de ajuste nas referências de mercado.
Inclusive dentro de um mesmo grupo empresarial se observam diferenças nas cotações segundo a localização e as necessidades específicas de cada planta, situação que explica a diversidade de valores que hoje recebe o produtor.
A referência de negociação continua se situando sobre uma base de US$ 5 por quilo carcaça para os machos. Entretanto, algumas indústrias começaram a oferecer US$ 4,95, enquanto outras iniciaram as negociações desde US$ 4,90 por quilo carcaça.
Em vários casos já se concretizaram negócios sobre estas novas bases de preço, ainda que contemplando plus de 3% e de 5% por qualidade ou características da hacienda, o que eleva as referências acima de US$ 5.
Paralelamente, algumas plantas deixaram de reconhecer o plus para animais provenientes de pastagens, em um novo intento por reduzir as referências do mercado.
A despeito disto, continuam se registrando operações com bonificações que permitem alcançar valores de até US$ 5,25 por quilo carcaça para machos e novilhas de alta qualidade.
No caso das vacas, as cotações apresentam uma faixa mais ampla, oscilando atualmente entre US$ 4,75 e US$ 4,95 por quilo carcaça, dependendo da planta frigorífica, da qualidade da hacienda e das condições comerciais pactuadas.
Enquanto a indústria aposta em que o avanço do inverno gere uma maior oferta de gado terminado e permita consolidar uma queda nos preços, entre os produtores predomina uma visão diferente.
De acordo com o setor primário, a expectativa é que a disponibilidade de hacienda continue sendo limitada durante os próximos meses e que as referências se mantenham firmes durante o segundo semestre, com uma base próxima a US$ 5 por quilo carcaça.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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